Instagram teria chegado a 2 bilhões de usuários, mas não deve admitir; entenda

Instagram teria chegado a 2 bilhões de usuários, mas não deve admitir; entenda

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 15 de Dezembro de 2021 às 09h53
Bruno Salutes/Unsplash

O Instagram pode ter alcançado a impressionante marca de dois bilhões de usuários ativos por mês, mas não deve fazer nenhum anúncio. Segundo o site da CNBC, dos EUA, a plataforma teria optado por se manter em silêncio para evitar novas polêmicas. A rede social da Meta está no olho do furacão em razão de estudos internos e práticas questionáveis vazadas na imprensa, em especial junto às crianças e adolescentes.

As informações teriam sido fornecidas por funcionários do próprio Instagram de forma anônima à CNBC e indicam o alcance do feito na mesma semana em que o Facebook anunciou a decisão de mudar seu nome para Meta. Essa "omissão de dados" pode ter sido proposital para não levantar nenhum tema espinhoso no exato momento em que a gigante das mídias sociais embarcava no audacioso projeto do metaverso.

Na semana passada, o Insta liberou a retrospectiva de 2021 para os usuários (Imagem: Reprodução/Instagram)

A última vez que o Instagram anunciou publicamente a sua base de cadastrados foi em 2018: um bilhão de pessoas ativas no mês. Se os dados atuais forem verdadeiros, significa que a plataforma levou apenas três anos para dobrar essa quantidade, um prazo bem menor do que os oito anos para chegar ao primeiro bilhão.

Essa seria uma prova incontestável que, mesmo com tanta gente à sua volta, o Instagram ainda seria uma plataforma forte, rentável e consolidada no mercado mundial. No Google Play, por exemplo, o app é o segundo mais baixado, à frente do TikTok, Snapchat e outros concorrentes diretos.

Rivais do Instagram na cola

Se antes o Instagram era rei absoluto, superado apenas pelo Facebook — o que não era um problema —, agora a plataforma de Adam Mosseri precisa lidar com a explosão do TikTok. O app de vídeos curtos teve uma expansão muito mais acelerada e ultrapassou um bilhão de perfis ativos em setembro, cerca de três anos após a fusão com o Musical.ly e a ampla disponibilidade pelo mundo.

Ciente da real ameaça, o Insta investiu pesado nos Stories e trouxe uma ferramenta de vídeos curtos, o Reels. Várias funcionalidades do rival chinês foram levadas para a plataforma da Meta, como o recente Reels Visual Reply, um adesivo para destacar respostas de usuários. A aposta nos vídeos fez com que o chefão da rede social dissesse que ela não é mais uma rede para compartilhar fotos, e sim uma plataforma completa de entretenimento.

O Reels reproduz a funcionalidade de vídeos curtos do TikTok, além de trazer filtros e ferramentas do rival (Imagem: Reprodução/Instagram)

Com o estouro do Facebook Papers, a rede parece preocupada com a reputação, afinal várias acusações estão relacionadas a uma suposta inércia da companhia em agir diante de resultados negativos. Uma solução era o lançamento do Instagram for Kids, para barrar a entrada de menores de 12 anos, mas a forte rejeição fez com que o projeto fosse pausado.

Em nova tentativa de evitar prejuízo aos jovens, um algoritmo de análise facial começou a ser testado para evitar que os jovens entrem sem permissão, mas ainda está em fase muito crua. Em um teste realizado, uma boneca Barbie foi capaz de enganar a tecnologia e acessar o sistema sem dificuldades.

O Canaltech entrou em contato com a representação do Instagram no Brasil, mas a companhia informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

Fonte: CNBC  

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