iFood adere à entrega sem contato para evitar disseminação do coronavírus

Por Diego Sousa | 16 de Março de 2020 às 19h20
Fábio Vieira/FotoRua
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Em comunicado enviado aos usuários pelo aplicativo nesta segunda-feira (16), o iFood reforçou o serviço de entrega sem contato, que tem o objetivo de assegurar a segurança de clientes e entregadores contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Na China, grandes empresas, como a Xiaomi, ASUS e Meituan Takeaway, também aderiram à possibilidade em fevereiro para conter a disseminação da doença.

Para optar pelo serviço de entrega sem contato, basta fazer seu pedido com pagamento pelo aplicativo e peça, pelo chat, para o entregador deixá-lo na sua porta. Ao Canaltech, o iFood conta que tomou uma série de medidas para garantir a segurança de todo o seu ecossistema contra o COVID-19.

Mensagem enviada aos clientes no app (Foto: Reprodução/Diego Sousa)

Apoio financeiro

Além da entrega sem contato e o revezamento de colaboradores nas sedes a partir do dia 16 de março, a empresa anunciou um fundo solidário no valor de R$ 1 milhão para dar suporte aos entregadores parceiros independentes que necessitem permanecer em quarentena.

Com a iniciativa, o entregador que ficar doente receberá do fundo um valor baseado na média dos seus repasses nos últimos 30 dias, proporcional aos 14 dias de quarentena. Segundo comunicado do iFood:

"Para garantir que os valores possam ser bem aproveitados pelos parceiros que realmente necessitam e tenham sido atingidos pela doença, o iFood considerará como aptos a receber o auxílio todos os entregadores com pelo menos uma entrega feita desde 01/02/2020, que foram liberados na plataforma até 15/03/2020, e que comprovarem a doença. A empresa considera como comprovação automática válida o exame positivo do COVID-19 e avaliará outras evidências passíveis de comprovação do diagnóstico da doença."

Além dos entregadores parceiros, o iFood anunciou um fundo de assistência a restaurantes. A empresa destinará 50 milhões de reais do seu faturamento para ajudar, principalmente, pequenos estabelecimentos locais, que, segundo eles, serão os mais afetados pela pandemia do coronavírus.

Outra iniciativa do iFood para diminuir o impacto no mercado é a antecipação do pagamento para os restaurantes sete dias após a venda feita pelo app. Com isso, a empresa prevê uma injeção de até R$ 600 milhões no mercado local.

As ações descritas acima entram em vigor a partir do dia 2 de abril, mas o iFood trará mais detalhes sobre como cada uma delas funcionará na próxima quarta-feira (25).

Rappi e Uber Eats também entregam 'sem contato'

Outros serviços de delivery também adotaram ações especiais para ajudar a conter a disseminação do novo coronavírus no país. Em e-mail enviado aos usuários no último domingo (15), o CEO da Rappi, Simón Borrero, anunciou que a opção de entrega em domicílio sem contato físico estará disponível nos próximos dias no app. Os usuários deverão indicar o desejo via chat.

O Uber Eats também disponibiliza a opção do usuário incluir uma instrução ao entregador para deixar o pedido na porta. Além disso, qualquer motorista ou entregador parceiro diagnosticado com o COVID-19 receberá assistência financeira durante até 14 dias enquanto sua conta estiver suspensa. Confira mais detalhes sobre o auxílio na matéria abaixo:

No Brasil, há 200 casos infectados com a COVID-19, segundo a Secretaria do Estado de Saúde, porém nenhuma morte foi confirmada. Um paciente foi recuperado.

O iFood está disponível gratuitamente para smartphones Android e iOS.

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