Covid-19: este é o nome oficial do coronavírus chinês

Por Fidel Forato | 11 de Fevereiro de 2020 às 14h19
Reuters

Depois de mais de um mês do aparecimento do novo coronavírus chinês, hoje (11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta, publicamente, o nome oficial da doença respiratória, que é Covid-2019. Até o momento, o vírus já levou ao óbito mais de 1.010 e infectou mais de 43 mil pessoas. Também foram cerca 4 mil pacientes recuperados após contraírem a infecção, de acordo com o mapa interativo da Johns Hopkins University.

Vale lembrar que a palavra coronavírus não deveria ser usada como nome do novo vírus, pois se refere a um grupo de vírus ao qual pertence, como a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), e não a uma cepa específica como a que está em voga agora.

Vírus que já levou mais de mil pessoas à morte ganha nome, o Covid-19 (Foto: Mark Schiefelbein/ AP Photo)

Importância do nome

Em coletiva de imprensa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, comenta que "agora, temos um nome para a doença e é Covid-19." Esse nome era importante e muito solicitado pelos pesquisadores para que se evitassem confusão e estigmatização da doença.

"Tivemos que encontrar um nome que não se referisse a uma localização geográfica, um animal, um indivíduo ou grupo de pessoas, e que também seja pronunciado e relacionado à doença", explica Ghebreyesus.

Além disso, "ter um nome é importante para impedir o uso de outros termos que podem ser imprecisos ou estigmatizantes. Também nos fornece um formato padrão a ser usado para futuros surtos de coronavírus", afirma o porta-voz da OMS.

Dessa maneira, o nome Covid-19 deve começar a substituir, principalmente, na área médica e no noticiário internacional, e expressões como "o vírus chinês" e "coronavírus" passam a ser oficialmente incorretas, ou parcialmente incompletas, para representarem a nova doença.

Risco mundial?

Junto ao avanço do novo vírus, vários países apresentaram casos da Covid-19, como a Coreia do Sul, os Estados Unidos e a Alemanha, sendo que, até agora, o Brasil não registrou nenhum caso da nova doença, de acordo com o Ministério da Saúde. São, atualmente, sete casos suspeitos de brasileiros portadores do vírus. Isso significa que os números de casos continuam concentrados na China.

Por isso mesmo, o diretor-geral da OMS explica que o "nosso objetivo continua sendo a contenção". De acordo com Ghebreyesu, "apelamos a todos os países para que usem a janela de oportunidade que temos para evitar um incêndio maior" e, eventualmente, uma pandemia — quando uma doença se espalha de maneira descontrolada por diferentes (e muitas) regiões do globo.

Nesse contexto, o que mais preocupa Ghebreyesus é que o vírus continuou a se espalhar, mesmo que em menor escala, levando a ondas de surtos locais. "A detecção desse pequeno número de casos pode ser a faísca que se torna um incêndio maior, mas por enquanto é apenas uma faísca", completa o porta-voz.

Para conter esse avanço global, a OMS envia remessas de suprimentos, como máscaras e luvas médicas, além de testes para esse tipo de coronavírus, para diferentes países afetados com casos da nova doença. Assim, a organização trabalha na tentativa de preparar as autoridades locais contra o risco de um surto viral.

Fonte: BBC News e CNBC

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