Compras no app e mais formatos do Shorts: o que deve chegar ao YouTube em 2026
Por André Lourenti Magalhães • Editado por Bruno De Blasi |

O CEO do YouTube, Neal Mohan, publicou a sua carta anual à comunidade da plataforma nesta quarta-feira (21) e trouxe algumas prioridades para beneficiar a experiência de criadores de conteúdo e espectadores por lá.
Mohan destaca alguns pilares principais, como o ponto de encontro entre criatividade e tecnologia, o protagonismo ocupado pelos criadores de conteúdo, a variedade de formatos disponíveis e o uso de IA como uma ferramenta para criar conteúdo.
A seguir, confira os principais destaques que devem chegar à plataforma de vídeos neste ano:
- Novas formas de usar o Shorts
- Controle parental reforçado
- Compras no YouTube Shopping
- Combate ao “AI Slop”
Novas formas de usar o Shorts
O CEO do YouTube reforça que a plataforma está presente no dia a dia em diferentes formatos, incluindo vídeos longos, Shorts, transmissões ao vivo e podcasts. Além disso, o app aumenta o protagonismo nas TVs dos Estados Unidos.
Para 2026, os vídeos curtos do Shorts devem ganhar mais opções, como posts com imagens, e aparecer com mais destaque no feed. É uma aposta para deixar o YT com maior cara de rede social e similar aos rivais Instagram Reels e TikTok.
Controle parental reforçado
O YouTube segue nos planos de ampliar as ferramentas de controle parental, especialmente num cenário em que a plataforma é alvo de órgãos regulatórios em todo o mundo e chegou a ser bloqueada para menores de 16 anos na Austrália.
Mohan defende “capacitar os pais a proteger seus filhos no mundo digital, e não do mundo digital”. Em 2026, o YT vai aplicar novos recursos para criar contas infantis e um novo temporizador para que os pais possam limitar o tempo de uso dos filhos no Shorts.
Compras no YouTube Shopping
O YouTube Shopping, que chegou ao Brasil no ano passado, é uma aposta da empresa para alimentar a economia de criadores dentro da plataforma. O programa de afiliados já tem mais de 500 mil canais cadastrados e pretende lançar uma opção para comprar itens sem sair da interface do YouTube.
Combate ao “AI Slop”
A IA não poderia deixar de ter relevância no planejamento do YouTube para este ano. O CEO, Neal Mohan, entende que a tecnologia é uma “ferramenta de expressão” e a compara com a chegada dos sintetizadores e do Photoshop, por exemplo.
A empresa usa recursos de IA generativa para sugerir conteúdos, dublar vídeos e trazer respostas sobre vídeos, sem contar as aplicações direta da tecnologia em vídeos pelos criadores. Por outro lado, também amplia esforços para reduzir deepfakes e o “AI Slop” (termo usado para se referir a vídeos de baixa qualidade feito com IA).
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