Samsung Odyssey Neo G9 chega neste mês como 1º monitor da marca com tela MiniLED

Por Renan da Silva Dores | Editado por Wallace Moté | 15 de Julho de 2021 às 12h22
Divulgação/ Samsung

A Samsung surpreendeu quando anunciou no ano passado os monitores gamer Odyssey G7 e G9, munidos de telas significativamente curvas e painéis VA com contraste elevado e tempos de resposta relativamente baixos, considerando a tecnologia. Em 2021 a gigante sul-coreana expandiu a família com o G5, opção mais acessível, e atualizou os modelos mais robustos com tela QLED, mesma utilizada nos televisores premium da marca.

Agora, a fabricante pretende elevar o patamar da linha de periféricos novamente com a estreia do Odyssey Neo G9. Revelado no início do ano, o próximo monitor gamer da Samsung deve ser o primeiro da empresa a adotar painel Mini LED, presente apenas nas TVs Neo QLED da marca. O uso da tecnologia promete aumentar a qualidade de imagem de maneira significativa, graças às características únicas desse tipo de display.

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Odyssey Neo G9 chega neste mês com tela MiniLED

Sem alarde, a Samsung divulgou na noite desta quarta-feira (14) um teaser que confirmou o nome e a data de lançamento do novo Odyssey Neo G9. O vídeo não detalha as especificações do periférico, mas promete que a novidade irá "despertar os seus sentidos", exibindo apenas alguns componentes e ângulos da novidade. Felizmente, as tags aplicadas ao conteúdo nos ajudam a ter uma noção do que esperar.

O maior destaque é justamente a adoção do painel MiniLED, inédito entre os monitores da marca e ainda pouco usado na indústria em geral. Como a tecnologia anda limitada a aparelhos premium, outras configurações do Odyssey Neo G9 são justamente pensadas para o público mais exigente: há tela ultra wide com proporção 32:9 e resolução "Dual QHD", o que equivaleria a 5120 x 1440 pixels, além de taxa de 240 Hz e tempo de resposta de 1 ms.

Outros destaques podem incluir ainda display Quantum Dot, que entrega elevadas cobertura e precisão de cores, QuantumHDR 2000, bem como opções de personalização que incluem iluminação RGB. O Samsung Odyssey Neo G9 será oficializado em evento marcado para o próximo dia 29 de julho.

Quais as vantagens e as desvantagens do MiniLED?

Os painéis LCD, incluindo os tipos TN, VA e o mais popular IPS, dependem de iluminação para conseguirem exibir a imagem, normalmente feita através de diversas lâmpadas de LED posicionadas logo atrás do display, o chamado backlight.

A desvantagem dessa abordagem é que a luz emitida pelas lâmpadas não consegue ser totalmente barrada pelo LCD, e ocorre o tradicional vazamento visto em muitos monitores e TVs do tipo. Como resultado, cenas mais escuras acabam ganhando um tom acinzentado, o que reduz drasticamente o contraste da tela.

O iPad Pro 2021 de 12,9" é um dos poucos aparelhos no mercado com tela MiniLED (Imagem: Reprodução/Apple)

A tecnologia de MiniLED chega justamente com a missão de amenizar o problema, ao empregar LEDs menores e em maior quantidade. As lâmpadas também passam a operar de maneira um pouco mais independente, em diversos conjuntos que acendem ou apagam de acordo com o que é exibido, conhecidos como dimming zones.

O iPad Pro, por exemplo, conta com mais de 10 mil lâmpadas de LED e 2.500 dimming zones, o que permite diminuir os efeitos do vazamento de luz e aumentar o contraste, já que agora as regiões escuras da imagem estão de fato desativadas, de modo muito similar aos elogiados painéis OLED.

O tablet da Apple sofre com o blooming, o vazamento moderado de luz em torno das imagens (Imagem: Teoh Yi Chie)

A tecnologia ainda não é perfeita, no entanto — ainda há vazamento de luz, perceptível em momentos em que o contraste é excessivo, como em cenas com fundo preto. Isso gera o chamado "blooming", uma espécie de aura em torno das imagens, falha presente no iPad Pro e que gerou discussões pela internet. Resta saber se a Samsung conseguirá contornar essa característica do painel no novo monitor.

Fonte: SamMobile, Samsung

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