Por que o novo Windows não chama Windows 9, mas sim 10?

Por Redação | 02.10.2014 às 12:24 - atualizado em 23.06.2015 às 16:42

No final dos anos 1990, o “Bug do Milênio” aterrorizou a todos com a ideia de que os computadores de todo o mundo poderiam retornar 100 anos ao passado, acreditando que o final “00”, de 2000, na verdade significava 1900. Agora, um problema bastante parecido parece ter afetado o desenvolvimento do Windows e seria, inclusive, a razão pela qual a Microsoft preferiu pular o número 9 e partir logo para a versão 10 do sistema operacional.

Para os desenvolvedores de software, a explicação é um tanto quanto simples: o salto foi feito para evitar problemas de compatibilidade. Como publicado pelo Gizmodo, uma das formas utilizadas pelos produtores de programas para garantir que os aplicativos funcionem é adicionar uma linha de código que “lê” a versão do sistema operacional. Assim, ele sabe se é compatível com o computador ou não.

Leia mais: Windows 10 será lançado no final de julho, segundo AMD

O problema é que as máquinas também possuem uma arquitetura de busca que permite o uso de nomes incompletos. Sendo assim, ao procurar por “Windows 9”, o sistema também incluiria as versões 95 e 98 da plataforma e poderia acreditar estar rodando uma delas. O resultado, claro, foram problemas de compatibilidade e muitos programas que simplesmente deixaram de funcionar em versões de testes.

Trata-se, na verdade, de uma forma de verificação bastante antiga, de uma época em que se imaginava que, passados os anos 90, a Microsoft não utilizaria mais o número 9 em seus sistemas operacionais tão cedo. Hoje em dia, a melhor forma de fazer esse tipo de consulta é por meio da versão do kernel, que é única para cada plataforma.

Mesmo assim, a Microsoft preferiu não alterar completamente todo o seu sistema de verificação e seguiu para a alternativa mais prática e simples: pular o número 9 e batizar seu novo sistema operacional de Windows 10. A explicação oficial é que são muitas as novidades e adições, ao ponto de justificar um salto desse tipo. Temos “um novo Windows, que irá capacitar o próximo bilhão de usuários”, afirma a companhia em comunicado oficial.

O novo nome também representa uma continuidade de nomenclatura para Redmond que, também, não utiliza mais o ano de lançamento no título de seu sistema operacional. A ideia por trás da mudança é evitar que o sistema pareça defasado rapidamente, uma ideia que pode surgir, principalmente, na cabeça de usuários leigos. Por isso, a partir do Vista, tudo mudou e, na sequência, a Microsoft começou a usar números simples.