Como funciona o carregamento rápido?

Por Redação | 01 de Novembro de 2017 às 13h57
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Ficar sem carga na bateria do seu smartphone no meio do dia pode ser uma das situações mais inconvenientes da vida moderna. Utilizamos nossos aparelhos como centro da nossa comunicação, seja para fins sociais, profissionais ou de lazer, então já começamos a nos sentir de castigo e incomunicáveis ao visualizar aquele anúncio de bateria fraca quando não temos previsão de quando poderemos sentar próximos de uma tomada por alguns minutos para garantir o contato com o mundo virtual.

Entretanto, uma tecnologia veio para tornar esse momento menos incômodo: o carregamento rápido promete diminuir o tempo de carregamento total da bateria em até 40%, a depender do modelo do smartphone e da tecnologia utilizada.

A maior parte dos smartphones atuais funciona através de baterias de íon de Lítio. Essa bateria funciona com ânions de Lítio de um lado e cátions de Lítio do outro, separadas por um eletrólito que viabiliza o trânsito dos íons de um lado para o outro, conforme a bateria carrega ou descarrega. A quantidade de corrente elétrica que o carregador consegue produzir, medida em miliampères-hora, é o que determina a rapidez que essa troca de íons de Lítio será feita e, conseqüentemente, o tempo que levará para encher a carga da bateria.

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Mas não é tão simples quanto concluir que um carregador que produz 1 ampère e carrega a bateria em X minutos, se substituído por um carregador que produza 2 ampères, vai carregar o mesmo dispositivo na metade do tempo. Quando se aumenta a corrente elétrica, por exemplo utilizando o carregador do tablet , de amperagem habitualmente maior que a utilizada pelos carregadores de celular, uma fração dessa energia é perdida pela dissipação de calor, o que inclusive pode diminuir a vida útil dos componentes eletrônicos do aparelho.

Com o uso do software adequado é possível controlar inclusive a temperatura do aparelho a ser carregado, evitando danos. A maior parte das tecnologias de carregamento rápido utiliza chips que monitoram o calor gerado e a utilização da energia no aparelho, permitindo eficiência no uso dos recursos de armazenamento energético.

 A Qualcomm Quick Charge, uma das tecnologias de carregamento rápido disponíveis atualmente no mercado, é baseada na comunicação entre um chip integrado no dispositivo a ser carregado e outro chip localizado no carregador. Nos momentos de bateria com pouca energia estocada, o chip do carregador calcula a potência adequada àquele aparelho para manter a segurança e garantir a melhor rapidez no carregamento. À medida que mais energia é armazenada na bateria, o chip do dispositivo envia a informação ao chip do carregador para diminuir gradativamente a entrada de corrente. A Qualcomm Quick Charge 4+, última versão da tecnologia, promete que cinco minutos de carregamento resultem em energia suficiente para cinco horas de uso do dispositivo carregado. 

Outros sistemas, como é o caso do OPPO VOOC Flash Charge e do OnePlus Dash Charge, utilizam entrada de correntes bastante elevadas, chegando até 5 ampères. A corrente necessária é calculada de forma semelhante à utilizada pela Qualcomm, porém como o foco é o uso da corrente em grande amperagem, o trabalho é todo feito pelo chip unicamente no carregador, para garantir segurança no carregamento. A vantagem desses sistemas é permitir o uso do dispositivo em seu pleno funcionamento durante o processo de carga, desde que utilizados carregadores e cabos compatíveis com a corrente aumentada. Enquanto o OPPO VOOC Flash Charge promete 75%  de carga em apenas 30 minutos, o OnePlus Dash Charge compromete-se a entregar mais de 80% de carga no mesmo período.

Disponível de forma integrada nos aparelhos Samsung desde 2015, os modelos mais atuais, como o Galaxy S7 e S7 edge, prometem maior versatilidade para a carga, uma vez que consegue, em cerca de 100 minutos, fornecer uma bateria carregada em sua totalidade. “Temos o compromisso de inovar cada vez mais, de maneira alinhada com as demandas dos consumidores. Seja por meio do design de nossos dispositivos móveis, câmeras e telas mais modernas, ou a possibilidade de carregar o smartphone em menos tempo, o objetivo é sempre tornar o dia a dia dos consumidores ainda mais fácil e simples”, afirmou Renato Citrini, Gerente Sênior de Produto da Divisão de Dispositivos Móveis da Samsung Brasil.

Fonte: Samsung

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