Claro, TIM e Vivo firmam acordo de exclusividade para compra da Oi Móvel

Por Alberto Rocha | 08 de Agosto de 2020 às 12h00
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E mais um capítulo se forma em relação à venda de ativos da Oi Móvel, em processo de recuperação judicial desde 2016. Após a empresa de infraestrutura em telecomunicações Highline surpreender a Telefônica Brasil, dona da Vivo, TIM e Claro, apresentando uma proposta acima do preço mínimo de R$ 15 bilhões, as teleoperadoras - que já tinham formalizado uma proposta para "fatiar" a compra, confirmaram na noite da última sexta-feira (7) a assinatura de um acordo de exclusividade para a aquisição da concorrente.

Conforme veiculado pelo site MoneyTimes, o tratado tem validade até a próxima terça-feira (11), podendo ser renovado por período igual e sucessivo, o que não estava previsto no acordo anteriormente fechado com a Highline, expirado no dia 3 de agosto. Vale ressaltar que, no final do mês passado, o consórcio fez uma oferta no valor de R$ 16,5 bilhões para adquirir as operações móveis da Oi.

“O acordo visa garantir segurança e celeridade às tratativas em curso entre as partes e permitir que, sendo satisfatoriamente finalizadas as negociações dos documentos entre as partes, a Oi tenha condições de pré-qualificar as Proponentes, na condição de “stalking horse”, para participarem do processo competitivo de alienação da UPI Ativos Móveis, garantindo assim o direito de cobrir (“right to top”) outras propostas recebidas no referido processo”, revela trecho do documento.

Highline segue firme na disputa

Apesar do acordo firmado com a TIM, Claro e Vivo, a oferta inicial feita pela Highline ainda tem validade e, caso a Oi não aceite a proposta das concorrentes, a empresa de infraestrutura pode retornar com as negociações. Além disso, também é preciso considerar o interesse de compra da Oi por parte da Algar Telecom - a quinta maior do Brasil e que conta com o aporte financeiro do fundo de investimentos de Cingapura Archy LLC.

Operação de telefonia celular da Algar está presente atualmente em quatro estados (Imagem: Algar)

A Oi não se manifestou publicamente, até o momento, sobre o assunto. Lembrando que a venda da quarta maior teleoperadora do país será realizada através de um leilão e está sujeita à aprovação pelos credores.

Fonte: MoneyTimes  

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