Algar Telecom também tem interesse em comprar a operação móvel da Oi

Por Rubens Eishima | 20 de Julho de 2020 às 18h00
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Como parte do processo de recuperação judicial da Oi, a operação de telefonia móvel da empresa pode ser colocada à venda. A empresa informou ao mercado que recebeu duas propostas para a divisão. Além da oferta conjunta feita pelas concorrentes Claro, Telefonica (Vivo) e TIM, uma segunda proposta foi feita pela rival Algar Telecom.

A pequena Algar tem mais de 60 anos de atuação, mas atende poucos mercados em comparação com as quatro gigantes da telefonia. A empresa tem origem na mineira CTBC, a única empresa de telefonia não incorporada ao sistema Telebrás durante a ditadura militar.

Segundo informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a oferta da operadora mineira — a quinta maior do Brasil, mas bem distante das rivais famosas — teria o aporte financeiro de uma das sócias da Algar, o fundo de investimentos de Cingapura Archy LLC.

O negócio é estimado em cerca de R$ 15 bilhões. No caso da oferta das três gigantes, a negociação envolveria um “fatiamento” da atual operação da Oi móvel. O que pode ser interpretado como uma concentração de mercado.

Operação de telefonia celular da Algar está presente atualmente em quatro estados (imagem: Algar)

Já no caso da proposta da Algar, a transação tem o potencial de manter o atual cenário com quatro grandes operadoras com cobertura nacional. Isso, claro, caso a empresa não se desfaça de parte dos ativos adquiridos.

A Oi detém pouco mais de 16% do mercado brasileiro de telefonia celular, com forte participação na região Nordeste. Já a Algar Celular atua com estrutura própria em cerca de 190 cidades, localizadas nos estados de Minas Gerais (147 cidades), São Paulo (29), Goiás (10) e Mato Grosso do Sul (2). No resto do país, a operadora atua com acordos de roaming com as demais empresas de telefonia celular.

A venda da operação celular da Oi ainda depende da aprovação dos credores da dívida da empresa — cuja assembleia ainda não tem data prevista para acontecer —, além da homologação do plano de recuperação na Justiça.

Fonte: Lauro JardimTele Síntese

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