Seis tendências para o setor de Telecom em 2014

Por Redação | 17 de Janeiro de 2014 às 09h30

O ano de 2013 já acabou há mais de duas semanas e com ele acabaram as retrospectivas. Agora tem início a temporada de projeções e previsões para os 365 dias que temos pela frente. Nesse contexto, o que será que o mercado de telecomunicações nos reserva? Quais tecnologias surgirão, quais serão adotadas e quais nos decepcionarão?

Pensando nisso, o site RCR Wireless preparou uma lista com as seis tendências que a indústria de telecomunicações deverão estar antenadas no ano de 2014.

Tecnologia Small Cells

As companhias de telefonia móvel vêm enfrentando dificuldades para cobrir as grandes cidades e metrópoles com as células macro. Em recente entrevista, o presidente da TIM, Rodrigo Abreu, afirmou que "o ambiente urbano não tolera mais" a instalação de torres para a propagação do sinal de telefonia móvel e, por isso, é necessário investir na tecnologia de small cells, ou pequenas células.

Com ela, o sinal é propagado através de um conjunto de pontos Wi-Fi para suprir a demanda crescente por conexão de dados que existe atualmente. Dessa forma, as telecoms esperam oferecer cobertura mais eficiente, principalmente, em lugares onde há uma grande quantidade de pessoas utilizando as redes de dados móveis, como em shoppings, estações de metrô ou grandes eventos esportivos.

Adoção em massa da rede 4G

Até agora a rede 4G, ou LTE, tem sido adotada amplamente somente por Estados Unidos e China. Porém, em 2014 espera-se que a nova rede de dados seja amplamente difundida, principalmente, na Europa.

A tendência é que o uso do 2G e 3G caia vertiginosamente neste ano e o 4G se torne o foco das atenções das telecoms à medida que a quantidade de dados que trafegam por essa rede aumenta substancialmente. Isso fará com que as companhias de telecomunicação revejam sua estratégia de investimento e definam, de uma vez por todas, se utilizarão uma única frequência de banda ou optarão por uma abordagem "em camadas" para disponibilizar o sinal 4G.

No Brasil, 74 municípios encerraram o ano de 2013 com cobertura 4G e mais 15 já foram contemplados com a nova rede de dados neste mês de janeiro. Segundo a Anatel, a expectativa é que até maio todas as cidades com mais de 500 mil habitantes recebam a tecnologia 4G.

VoLTE

Com mais investimento na tecnologia 4G, novos serviços como o Voice-over LTE (VoLTE) ganharão mais relevância e se tornarão críticos.

Espera-se que em 2014 o VoLTE torne-se capaz de desbancar o Skype e o Facebook Messenger com um serviço mais complexo, de melhor qualidade que um app móvel. O VoLTE oferecerá uma experiência de conversação completamente nova e, porque a voz ainda é uma das coisas mais importantes para o usuário, se tornará um fator determinante para as operadoras.

Flexibilização da infraestrutura de rede

A tecnologia NFV (sigla para "Network Functions Virtualization") deverá experimentar um investimento maciço por parte das operadoras durante 2014. Com ela, é possível virtualizar alguns componentes e flexibilizar a infraestrutura de rede para oferecer suporte à migração de aplicações e serviços para a nuvem. A adoção da NFV trará agilidade e eficiência às redes e operações de negócios, permitindo que sejam operados de forma mais eficiente e econômica possível, a fim de atender a demanda dos consumidores.

Telefonia fixa

O mercado de telefonia fixa é algo que não deve ser subestimado em 2014. A expectativa é que este ano a área possa desfrutar do verdadeiro potencial das tecnologias VSDL2 e G.Fast à medida que as operadoras invistam na expansão de suas linhas para aumentar a velocidade de banda larga. Com isso, a demanda deverá aumentar sistematicamente e, como resultado, logo presenciaremos a interoperabilidade entre a infraestrutura da telefonia fixa e sem fios.

Mercados emergentes

O ecossistema dos mercados emergentes é curioso e favorece o surgimento de empreendedores dispostos a lidar com desafios de infraestrutura específicos de suas regiões. Como resultado disso, em 2014 novos casos de sucesso que jamais seriam vistos nos Estados Unidos, China e Europa surgirão a partir desses mercados.

O Brasil é um bom exemplo disso. Com a Copa do Mundo se aproximando e os Jogos Olímpicos cada vez mais próximos, o país investirá maciçamente em tecnologias fixas e sem fios para oferecer a infraestrutura adequada para esses eventos. Uma enxurrada de novos dispositivos móveis a preços atraentes para suprir a demanda dos consumidores também é esperada.

De maneira geral, a vida será mais conectada em 2014. A maior capacidade no tráfego de dados e mais qualidade na transmissão de voz virão acompanhados pela sustentabilidade, eficiência energética e segurança. A expectativa é que a indústria de telefonia só cresça e os consumidores devem esperar somente por coisas boas daqui para frente.

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