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Charlie: startup oferece moradia de qualidade sem longos contratos

Por| Editado por Claudio Yuge | 25 de Março de 2022 às 12h00

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Divulgação/Charlie
Divulgação/Charlie

A startup Charlie é uma das competidoras de um ascendente mercado de imóveis on demand prontos para morar, onde o inquilino não fecha longos contratos e reside no local pelo tempo que desejar, de um dia a muitos meses. A empresa criada em julho de 2020 por Allan Sztokfisz e Flávio Ghelfond já atua em quatro capitais e opera com com mais de 320 quartos.

Sö no Brasil, proptechs como Casai, Tabas e Housi estão apostando nesse modelo de moradia como serviço, voltados principalmente para pessoas com maior poder aquisitivo. Para encarar os rivais, a Charlie atua com mais de 20 importantes incorporadoras parceiras, como Trisul, Tecnisa, Gamaro, Cyrela, Next Realty, Lavvi, CCDI, FL2 e Famcorp.

O serviço da Charlie aplica tecnologia de três formas: com uma plataforma cujos algoritmos calculam a rentabilidade do imóvel em tempo real, trazendo mais inteligência à precificação; na operação dos serviços, que conta com uma rede de terceiros de lavanderia, manutenção, limpeza de quarto etc. conectados e coordenados entre si; e na experiência do cliente, que com um aplicativo tem acesso 24 horas aos serviços e outros recursos, como fechadora eletrônica da entrada do imóvel.

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Atualmente, o Charlie possui 13 empreendimentos com imóveis em São Paulo e Porto Alegre, mas já tem imóveis em construção ou negociação previstos para Recife e Rio de Janeiro. Ao todo, são 1.000 contratos assinados em 29 prédios. Para 2022, a empresa pretende dobrar o número de apartamentos e construtoras parceiras.

Como funciona o Charlie

Os modelos de aluguel da empresa são, do mais caro ao mais barato, os seguintes:

  • Smart Charlie: modelo mais básico, voltado a curtas temporadas ou viagens a trabalho; 
  • Charlie: moradias com design inovador; 
  • Crazy Charlie: segundo a empresa, são "experiências únicas e sofisticadas", com alto design e serviços personalizados. 

Para hotéis, usa ainda duas categorias espcíficas: suítes, que são apartamentos mobiliados e equipados com quarto, sala e banheiro; e By Charlie, unidades hoteleiras convertidas na proposta de locação da proptech.

"Queremos resolver as dores tanto do proprietário quanto do hóspede e do inquilino. Para o proprietário, desejamos aumentar a rentabilidade do imóvel, e do lado do inquilino, facilitar o aluguel sem aqueles contratos longos, e com o apartamento já pronto. Já o hóspede hoje tem muitos serviços com pouco valor, onde ele paga muito e recebe pouco. Vimos a oportunidade de entregar mais tecnologia às hospedagens também", diz Allan Sztokfisz, CEO do Charlie, ao Canaltech.

No site da empresa, um apartamento Smart Charlie no bairro da Consolação custava R$ 210 por dia e R$ 5.180 por mês. Parece caro, mas Sztokfisz pondera que o valor inclui todas as taxas burocráticas e serviços, como aluguel, condomínio, IPTU, energia, água, gás e limpeza periódica.

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Por enquanto a startup conta apenas com dois investidores anjo, não revelados pelo executivo. Sztokfisz acredita que o momento é propício para o crescimento de propostas como a da Charlie, mesmo com uma concorrência no horizonte e um ano econômico difícil à frente. A taxa de ocupação dos apartamentos da startup era de 95% em novembro de 2021, por exemplo.

"Temos percebido mês a mês uma melhora na performance, ainda mais em relação ao pós-covid, e todos nossos indicadores de receita e ocupação estao super bem. E nesse momento de incerteza o inquilino não quer se prender em contratos longos. Uma solução mais flexível na nossa visão faz muito sentido nesse momento", afirma o executivo.