Conheça a Housi, startup que quer ser a "Netflix da moradia" no Brasil

Conheça a Housi, startup que quer ser a "Netflix da moradia" no Brasil

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 27 de Agosto de 2021 às 21h30
Divulgação/Housi

Por um tempo ouvimos falar da "Uberização", que são empresas que se tornaram uma ponte acessível entre prestadores de um serviço e seu público. Depois, da "Tinderização", que é realizar um match entre quem tem um perfil específico e quem está atrás desse perfil. Agora temos a "Netflixação", que é você "assinar" um bem ou serviço pelo tempo que quiser. Um exemplo disso é a Housi, startup brasileira de imóveis.

A empresa fundada em 2019 se especializou em ofertar moradias para aluguel todas decoradas, sem a necessidade de assinar contratos com imobiliárias. O inquilino escolhe o imóvel pelo site da empresa ou app (iOS | Android) e pode pagar por boleto bancário ou cartão de crédito. Água, IPTU, luz e Wi-Fi já estão inclusos no pacote e é possível contratar outros, como lavanderia, limpeza e salão de beleza. É basicamente um serviço de apart hotel dos novos tempos.

O negócio foi fundado por Alexandre Frankel, também fundador da incorporadora de imóveis Vitacon, de um jeito já comum entre startups: a partir de uma experiência própria. Quando ele não encontrou prestadores de serviço que pudessem alugar imóveis de empresas clientes da Vitacon, criou o Housi para fazer isso. A empresa hoje atende a clientes de outras incorporadoras também.

Alexandre Frankel, CEO da Housi (Imagem: Divulgação/Housi)

“A nossa ideia era oferecer a mesma coisa que a Netflix ofereceu para o mercado de entretenimento, só que para o mercado imobiliário. Ou seja, trazer um modelo diferente para as pessoas morarem. Algo que elas pudessem escolher por quanto tempo e o local de moradia em menos de um minuto”, conta Frankel.

Em dezembro de 2019, a empresa recebeu um aporte de US$ 11 milhões (R$ 50 milhões na cotação atual) da gestora Redpoint eVentures, que tem em seu portfólio empresas como Creditas, Netflix e Rappi. Inicialmente a Housi atuava apenas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, mas já chegou a 45 cidades brasileiras e com gestão de 30 mil imóveis.

Os imóveis só são um pouco caros: em São Paulo, por exemplo, um apartamento de apenas 10 metros quadrados custa mensalmente R$ 1.812,08, incluindo as contas. Outro em uma região mais nobre, o bairro dos Jardins, fica por R$ 6.012. Lembre-se, porém, que são apartamentos totalmente decorados, além da ausência de burocracia com imobiliárias, o que deve encarecer o serviço. A Housi aposta nos millennials como seu público alvo: segundo uma pesquisa de 2019 da agência Today, 80% dos que têm entre 25 e 39 anos preferem alugar imóveis em vez de comprá-los.

Para este ano, a empresa busca oferecer moradias em hotéis, buscando parcerias com grandes redes de hotelaria; e opções de aluguel econômico de até R$ 1 mil. Até dezembro, o plano é abrir a primeira operação fora do Brasil, em algum país da América Latina.

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