Samsung considera trocar a Bixby pelo Google Assistente, afirma site

Por Felipe Autran | 29 de Julho de 2020 às 14h30

Um acordo entre Google e Samsung pode mudar algumas características que até então pareciam definitivas dos celulares da marca sul-coreana. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, as duas companhias estão conversando porque o Google gostaria de dar mais destaque para os seus próprios serviços em novos celulares da linha Galaxy.

Quem utiliza ou já utilizou um smartphone da Samsung sabe que a companhia criou todo um ecossistema próprio por cima do Android. Embora o sistema operacional ainda seja do Google, a Samsung oferece uma loja de aplicativos, serviços de e-mail, calendários, monitoramento de saúde e até uma assistente de voz exclusiva, a Bixby. Mas o Google estaria interessado em mudar essa situação e chegar a um acordo para que serviços como o Google Assistente e a Play Store, por exemplo, ocupassem defintiivamente esses lugares.

Samsung enfraquecida

Ainda segundo a agência, a possibilidade de que um acordo do tipo seja fechado é real porque a posição da Samsung na mesa de negociações foi enfraquecida consideravelmente nos últimos meses. Com a queda na venda de novos smartphones causada pela pandemia do novo coronavírus, a fabricante teria interesse em buscar uma nova fonte de receita.

Embora detalhes do acordo não tenham sido revelados, é provável que ele seja semelhante ao que o próprio Google tem com a Apple para garantir que seu buscador será o padrão em todos os novos modelos de iPhone lançados no mercado.

Em resposta, um representante do Google afirmou que todas as fabricantes de celulares com Android tem liberdade para criar seus próprios serviços, como uma loja de aplicativos e uma assistente virtual, e que a companhia não tem intenção de mudar isso. Do outro lado, a Samsung disse que “está comprometida com seu ecossistema e com seus serviços”, mas que continuará trabalhando com o Google e outros parceiros para garantir a melhor experiência possível para os usuários de seus dispositivos móveis.

Fonte: Bloomberg

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