Acordo do Google para ser o buscador padrão da Apple pode estar ameaçado

Por Rubens Eishima | 02 de Julho de 2020 às 12h00
Reprodução

Relatório publicado pela agência reguladora de mercado do Reino Unido, a CMA, descreveu o acordo entre a Apple e o Google para o serviço de buscas padrão no Safari como “uma barreira significativa à expansão” dos rivais no setor de buscadores.

Segundo o relatório da Competition and Markets Authority, Bing, Yahoo e DuckDuckGo seriam os principais prejudicados, apesar de também pagarem à Apple para serem oferecidos como opção para buscas no iOS, macOS e outros sistemas da empresa.

A CMA identificou que, apenas no Reino Unido, o Google pagou 1,2 bilhão de libras (quase R$ 8 bilhões) para ser a ferramenta padrão de busca em diversos dispositivos em 2019, sendo que a Apple recebeu uma “maioria substancial” do total.

O documento da entidade fez algumas sugestões às autoridades do país, incluindo a exigência de uma tela de seleção durante o primeiro uso do aparelho — semelhante à que o Google deve adotar no Android em países europeus após uma multa bilionária —, ou limitar a possibilidade da Apple “vender” a configuração padrão do recurso.

Apple se preocupa

A Apple declarou à CMA que esse tipo de medida teria um preço muito alto. Analistas estimam que a empresa fatura mais de R$ 45 bilhões por ano com acordos de licenciamento, sendo que 80% deles viriam de contratos com o Google.

Fonte: Reuters

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