Xiaomi 11T comprova impacto do chipset nas fotos em teste de câmera

Xiaomi 11T comprova impacto do chipset nas fotos em teste de câmera

Por Renan da Silva Dores | Editado por Wallace Moté | 12 de Novembro de 2021 às 13h40
Divulgação/Xiaomi

Após um anúncio tímido de que abandonaria a marca Mi nos smartphones, a Xiaomi lançou em setembro os novos Xiaomi 11T e e 11T Pro, primeiros sob o novo esquema de nomenclatura. Focados no custo-benefício, os aparelhos compartilham do design modesto de modelos como o Poco F3, enquanto empregam especificações bastante avançadas, incluindo chips Dimensity 1200 da MediaTek e Snapdragon 888 da Qualcomm, além de câmera tripla de 108 MP.

O aparelho segue o irmão mais robusto e chega agora às mãos dos engenheiros do site DXOMARK, que avaliaram o desempenho de câmeras do Xiaomi 11T. Apesar de oferecer bons resultados para a faixa de preço, o celular acabou se tornando a prova de que otimizações e processadores diferentes podem ter enorme impacto na qualidade das câmeras.

Foco automático preciso, mas detalhes finos ausentes

O Xiaomi 11T traz um conjunto de três lentes traseiras, com sensor principal de 108 MP, ultrawide de 8 MP com campo de visão de 120° e telefoto com função macro de 5 MP. Para o DXOMARK, o celular apresenta como pontos positivos o foco automático preciso em ambientes internos e externos, baixo nível de ruído em fotos e vídeos, forte similaridade da captura com o preview, bem como boas cores em vídeo, e bom nível de detalhes em gravações externas.

Xiaomi 11T (IImagem: Divulgação/Xiaomi)

Já entre os pontos negativos, o portal aponta perda de detalhes finos em fotos, tons de pele não naturais e desequilíbrio do balanço de branco, falhas e instabilidades no foco automático em fotos e vídeos em baixa luz, zoom com baixo nível de detalhes, subexposição de fotos noturnas e estabilização de vídeo inefetiva.

Exemplos de fotos

Segundo o DXOMARK, o Xiaomi 11T preserva as texturas do cenário e entrega bom controle de ruído em todas as condições (Imagem: Reprodução/DXOMARK)
Em cenas mais desafiadoras, o aparelho apresenta subexposição dos objetos e estouro de pontos luminosos e sombras (Imagem: Reprodução/DXOMARK)
Apesar da subexposição, há boa preservação dos detalhes do ambiente em baixa luz (Imagem: Reprodução/DXOMARK)
Apesar disso, cenários noturnos sofrem bastante com a subexposição e a perda de detalhes nas áreas sombreadas (Imagem: Reprodução/DXOMARK)

Exemplos de vídeos

Xiaomi 11T: a prova do impacto do chipset nas fotos

Segundo o DXOMARK, com 108 pontos, o Xiaomi 11T é a prova de que otimizações e o chipset escolhido têm grande impacto na qualidade de imagem das câmeras. Apesar de contar com os mesmos sensores, o 11T passa longe do 11T Pro, também avaliado pelo portal, que concedeu ao modelo 117 pontos.

Mesmo assim, o flagship acessível da gigante chinesa figura entre os melhores celulares para fotografia em sua faixa de preço, ainda que haja um bom número de limitações. Você confere a análise na íntegra neste link.

Xiaomi 11T: ficha técnica

  • Tela: AMOLED de 6,67 polegadas, resolução Full HD+ de 2400 x 1080 pixels, profundidade de cor de 10-bit, taxa de atualização de 120 Hz, HDR10+, brilho típico de 800 nits e máximo de 1.000 nits, Gorilla Glass Victus
  • Chipset: MediaTek Dimensity 1200
  • Memória RAM: 8 GB
  • Armazenamento interno: 128 GB ou 256 GB
  • Câmera traseira: 108 MP (Principal, f/1.8) + 8 MP (Ultrawide, f/2.2, 120°) + 5 MP (Telemacro, f/2.4)
  • Câmera frontal: 16 MP (f/2.5)
  • Bateria: 5.000 mAh com carregamento rápido de 67 watts
  • Extras: 5G, Wi-Fi 6, NFC, Bluetooth 5.2, sensor infravermelho, leitor de digitais na lateral, som estéreo
  • Cores disponíveis: cinza, branco e azul
  • Sistema operacional: Android 11, sob a MIUI 12.5

Fonte: DXOMARK

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