Huawei segue em queda e será passada pela Unisoc no mercado de chips já em 2021

Huawei segue em queda e será passada pela Unisoc no mercado de chips já em 2021

Por Victor Carvalho | Editado por Wallace Moté | 30 de Julho de 2021 às 14h40
Reprodução/Unisoc

A Huawei tem ido de mal a pior desde as sanções impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e mantidas pelo atual presidente Joe Biden, fazendo com que uma das maiores marcas do mundo derretesse em diversos segmentos de mercado e, pelo visto, está chegando a vez da empresa perder mais uma posição importante no cenário chinês de smartphones.

Segundo pesquisas realizadas pelo Digitimes, a fabricante de microprocessadores Unisoc deve superar a Huawei como terceira maior fornecedora de chipsets na Ásia ainda este ano.

Chips da Unisoc devem se tornar cada vez mais popular a partir de 2021 (Imagem: Reprodução/Unisoc)

Sendo vista como terceira opção ao domínio da MediaTek e Qualcomm, a Unisoc teve um aumento expressivo de 152% no fornecimento para smartphones em relação ao ano anterior, sendo 68,2 milhões de unidades vendidas em 2021.

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Com a queda da Huawei HiSilicon, o mercado deve manter a Qualcomm como a maior fornecedora de processadores da China, sendo seguida pela MediaTek e, claro, a Unisoc em terceira posição até o fim do ano.

Realme C11 2021 foi apresentado este ano com chipset Unisoc, sendo encontrado oficialmente no Brasil (Imagem: Reprodução/Realme)

Já existem informações de que fabricantes como Honor, Realme e Lenovo conversam e negociam com a Unisoc para adotar seus processadores, e é esperado que com um foco maior a empresa trabalhe para tornar seus produtos ainda mais competitivos.

Enquanto Qualcomm e MediaTek já focam em chips com suporte à rede 5G, que são naturalmente mais caros, a Unisoc ainda depende da venda de processadores 4G. Isso deve beneficiar fabricantes que buscam produzir celulares mais baratos em países emergentes, mas certamente precisará ser repensado conforme a quinta geração da rede móvel se torne mais popular em todo o mundo.

Fonte: Digitimes

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