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Quanto um celular desvaloriza por ano? Ranking das marcas

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Eric Mockaitis/Canaltech
Eric Mockaitis/Canaltech

Para muitas pessoas, o smartphone não é apenas um produto essencial para o dia a dia, mas também um ativo que poderá ser vendido no futuro. No entanto, é inevitável que os modelos se desvalorizem em uma medida considerável, mesmo pouco tempo após sair da loja.

Isso ocorre por diversos fatores, como o desgaste físico do dispositivo, perdas de performance e desatualização de recursos em relação aos aparelhos de geração atual.

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Mesmo assim, acompanhar o nível de desvalorização ajuda a identificar o momento ideal para vender o aparelho usado e perder o mínimo de dinheiro. A prática de pesquisar também é recomendada para quem deseja comprar um seminovo pelo menor preço possível.

Pensando nisso, o Canaltech fez as contas para saber qual é o nível de depreciação de celulares das três principais marcas em atividade no Brasil: Apple, Motorola e Samsung.

Como o teste foi feito

A seleção dos aparelhos buscou abranger diferentes segmentos de cada fabricante, incluindo modelos mais avançados, além dos intermediários e de entrada, quando aplicável. Foram consideradas as versões iniciais de cada dispositivo, que apresentam as configurações mínimas de armazenamento interno.

Para o cálculo de aparelhos novos, utilizou-se o preço mínimo registrado na plataforma Zoom nos últimos seis meses. Já os valores de usados foram baseados em itens em boas ou excelentes condições, com prioridade para sites como Trocafone ou Trocafy, mas também por meio de pesquisas em outras plataformas de vendas.

Todos os valores são referentes ao mês de março de 2026, e podem variar com a passagem do tempo. Além disso, eventuais distorções podem ocorrer devido à escassez de ofertas, especialmente no caso de aparelhos com mais de um ano desde seus lançamentos.

Além disso, a desvalorização mensal foi calculada de forma linear, como é feito em diversas práticas contábeis. No mercado real, é um pouco diferente: a depreciação tende a ser mais acentuada nos primeiros meses após o anúncio, com estabilização ou até revalorização posterior, dependendo dos estoques.

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Por esse motivo, o ideal é comparar a desvalorização mensal apenas entre aparelhos com tempos de lançamento próximos — um dispositivo lançado há seis meses vai naturalmente apresentar uma taxa de depreciação linear superior a um modelo disponível há 30 meses.

Veja abaixo as taxas de depreciação de alguns modelos disponíveis no mercado no momento:

Samsung

Preço de lançamento, em R$  Preço atual (novo), em R$  Preço atual (usado), em R$  Tempo desde o lançamento Desvalorização do modelo novo Desvalorização do modelo usado
Galaxy S25 6.9993.4602.30014 meses50,5% (3,6% por mês)67,1% (4,8% por mês)
Galaxy S245.9992.6982.38026 meses55% (2,1% por mês)60,4% (2,3% por mês)
Galaxy A56 2.9991.6471.69014 meses 45,1% (3,2% por mês)43,9% (3,1% por mês)
Galaxy A552.9991.6901.32024 meses43,6% (1,8% por mês)55,8% (2,3% por mês)
Galaxy A0689948045018 meses46,6% (2,6% por mês)50% (2,8% por mês)
Galaxy A0579962947527 meses21,2% (0,8% por mês)40,7% (1,5% por mês)
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Motorola

Preço de lançamento, em R$ Preço atual (novo), em R$ Preço atual (usado), em R$ Tempo desde o lançamentoDesvalorização do modelo novoDesvalorização do modelo usado
Edge 60 Pro3.9992.3782.10010 meses40,5% (4% por mês)47,4% (4,7% por mês)
Edge 50 Ultra 5.9993.9992.80023 meses33,3% (1,44% por mês)53,3% (2,31% por mês)
Moto G561.9991.09990010 meses45% (4,5% por mês)55% (5,5% por mês)
Moto G551.99989970017 meses55% (3,2% por mês)65% (3,8% por mês)
Moto G069995844006 meses41,5% (6,9% por mês)60% (10% por mês)
Moto G0599949435014 meses50,6% (3,6% por mês)65% (4,6% por mês)

Apple

Preço de lançamento, em R$  Preço atual (novo), em R$  Preço atual (usado), em R$  Tempo desde o lançamento Desvalorização do modelo novo Desvalorização do modelo usado
iPhone 167.7994.2984.10018 meses 44,8% (2,5% por mês)47,4% (2,6% por mês)
iPhone 16 Pro10.4996.8645.40018 meses 34,6% (1,9% por mês)48,6% (2,7% por mês)
iPhone 157.2993.4143.20030 meses46,8% (1,6% por mês)56,1% (1,9% por mês)
iPhone 15 Pro9.2996.4253.10030 meses30,1% (1% por mês)66,6% (2,2% por mês)
iPhone 16e5.7993.2292.60012 meses43,1% (3,6% por mês)55,1% (4,6% por mês)
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Conclusões e considerações

Devido aos diferentes calendários de lançamentos, a amostra da Motorola contempla aparelhos alguns meses mais recentes. Esse fator deve gerar uma distorção desfavorável na depreciação mensal dessa marca, quando considerados os números no geral.

Ainda assim, os dados indicam que, no ecossistema Android, os modelos da Motorola tendem a depreciar menos que os da Samsung. Alguns confrontos diretos entre aparelhos de idades similares incluem o Edge 50 Ultra, que registrou menor desvalorização em comparação com o Galaxy S24, e o “empate” entre o Moto G56 e o Galaxy A56.

Os valores não necessariamente refletem o que ocorrerá entre celulares tops de linha premium atuais, já que aparelhos como o Galaxy S26 Ultra e o Motorola Signature são novos demais para obter uma noção consistente de desvalorização.

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Além disso, os celulares fabricados pela Apple permanecem com índices de desvalorização mais baixos no geral. Na comparação entre o Galaxy S25 e o iPhone 16, o modelo da Maçã depreciou seis pontos percentuais a menos que o concorrente da Samsung, e uma tendência semelhante foi observada no confronto entre as linhas Galaxy S24 e iPhone 15.

Para quem quer vender, vale a pena ficar de olho nos índices de desvalorização e em como eles se “amenizam” ao longo dos meses. Em geral, é recomendado repassar os dispositivos somente dois anos ou mais após o lançamento, que é quando a queda habitual do período inicial se encerra.