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Honor Magic V5 pode ser boa alternativa ao Galaxy Z Fold 7? Nós testamos

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Gabriel Furlan Batista/Canaltech
Gabriel Furlan Batista/Canaltech
Honor Magic V5

Um mês depois do lançamento global do Galaxy Z Fold 7, a Honor apresentou ao mundo a sua alternativa ao dobrável da Samsung: o Magic V5. O modelo chinês já havia sido anunciado em seu país de origem antes mesmo do sul-coreano aparecer pela primeira vez oficialmente, mas só ganhou o mundo no mês seguinte. 

Ainda assim, ele surge como uma alternativa ao Fold da Samsung, mas com uma proposta bem parecida, ser um dobrável ultrafino e exageradamente poderoso. O foco é o mesmo: um celular para quem quer produtividade e performance, mas ele se destaca por não abrir mão de algo essencial para o público: uma boa bateria e câmeras de primeira. 

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Tudo isso, é claro, na teoria. Mas será que isso sai do papel e se reproduz na prática? Eu testei o Honor Magic V5 e tenho usado o dobrável exaustivamente nas últimas semanas. Agora conto o que achei dele, e se ele substitui bem o Galaxy Z Fold 7. 

Ultrafino e elegante, mas tem um detalhe… 

Visualmente, o Magic V5 atinge o mesmo patamar absurdo do Z Fold, como um celular bem fino. Os dois têm 4,2 mm de espessura quando abertos e, mesmo fechados, são de espessuras bem parecidas a de celulares comuns.

Como comparação, o Magic tem 9 mm, enquanto o Galaxy S25 Ultra mede 8,2 mm. 

O modelo recebido para análise no Canaltech é na cor dourada, e isso dá um tom ainda mais sofisticado ao aparelho. 

O único ponto que pode incomodar um pouco é a protuberância do módulo de câmeras. Apesar de a estrutura do celular ser bem fina, o conjunto de sensores é bem saltado na parte de cima da traseira, e pode marcar bastante. No entanto, isso é cada vez mais comum em celulares mais atuais, então não chega a ser surpresa. 

Para proteção das telas, o celular traz tecnologias próprias: o vidro NanoCrystal Shield contra arranhões na tela externa e o Honor Super Armored para a interna. Já contra intempéries, a certificação é IP58, que garante proteção parcial contra poeira e total contra imersão em água. 

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Usabilidade 

Quando aberto, o celular é extremamente útil para quem precisa de uma tela maior, e é ótimo para trabalhar, seja com edição de vídeos ou imagens, ou para escrever. 

Ele também permite dividir a tela interna em três, e usar diferentes apps ao mesmo tempo.

Uma configuração interessante deste multitarefas, chamado de multiflex, é a possibilidade de salvar a exibição de três apps para sempre acessá-la de forma ágil, direto na área de trabalho, para não precisar abrir separadamente os mesmos apps e dividi-los no display. 

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Além disso, o multiflex permite redimensionar cada janela e deixar duas nos cantos, por exemplo, para maximizar uma principal. Na imagem abaixo, é possível ver essa divisão de forma mais didática:

Outro recurso que achei interessante é o relógio always-on quando o celular está entreaberto. Dá para usá-lo como um relógio de cabeceira durante a noite ou enquanto está carregando. 

Desempenho 

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O Honor Magic V5 é equipado com o Snapdragon 8 Elite, com opções de 12 GB ou 16 GB de RAM. A versão que recebemos é esta última, combinada com 1 TB de armazenamento interno

Na prática, o celular oferece um ótimo desempenho para um celular topo de linha, sem travamentos ou lentidão para executar praticamente qualquer app disponível para ele. 

No AnTuTu Benchmark, ele marcou 2.050.066 pontos. Uma boa marca, pouco abaixo do Galaxy Z Fold 7, que atingiu 2.085.388 pontos durante os testes realizados no Canaltech. 

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Câmeras 

O conjunto de câmeras é o que mais chama atenção no Honor Magic V5. O celular tem uma configuração traseira com três sensores: um principal de 50 MP, um periscópio de 64 MP e um ultrawide de 50 MP. Para selfies, ele traz duas frontais: uma na tela externa e uma na interna, e cada uma tem resolução de 20 MP. 

No entanto, o interessante é tirar selfies com a câmera traseira, e usar o visor externo com o celular aberto para se guiar durante o clique. Assim, dá para aproveitar o conjunto principal para fotos com mais qualidade. 

Quanto à definição das fotografias, o celular é extremamente competente. As fotos prezam por cores mais próximas à realidade, sem saturar muito, mas ainda trabalha um pouco para deixar a coloração levemente mais intensa. 

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As fotos com os sensores principal e ultrawide são igualmente boas, com bastante definição e um controle preciso do HDR, que equilibra bem as áreas claras e escuras. 

A alta resolução da câmera periscópio, com 64 MP, é outro ponto positivo, e permite fotos quase sem perda de informações mesmo com um nível alto de zoom. Na galeria abaixo, é possível ver alguns exemplos de imagens feitas com diferentes níveis de aproximação, de 1x a 50x. 

Para gravação de vídeo, ele oferece alta resolução e boa estabilidade, com possibilidade de filmar em 4K a 60 fps na traseira ou 4K a 30 fps e 1080p a 60 fps na frontal. 

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Honor Magic V5 - Câmera frontal:

Honor Magic V5 - Câmera traseira:

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Bateria 

O Honor Magic V5 tem um grande trunfo contra o Galaxy Z Fold 7: a bateria. Enquanto o modelo da Samsung sacrifica a autonomia para atingir um corpo mais compacto, o chinês usa uma célula de silício-carbono 5.820 mAh que garante uma boa duração de carga no dia-a-dia. 

No nosso teste de bateria padrão, ele consumiu 14% da carga, após reproduzir vídeo por 4 horas no YouTube. Como comparação, celulares “comuns” que vão bem no mesmo teste costumam consumir entre 15% e 20%. 

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No dia-a-dia, o celular também vai muito bem, e costuma passar tranquilamente um dia inteiro longe das tomadas, com uso de redes sociais de forma intensa, como TikTok e Instagram. 

Honor Magic ou Galaxy Z Fold? 

A comparação entre o Honor Magic V5 e o Galaxy Z Fold 7 é inevitável, já que eles têm uma proposta tão parecida. Entretanto, há alguns aspectos que um se sobressai ao outro. 

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Em desempenho, o Galaxy leva a melhor, mas sem muita folga. Por ter um chipset otimizado, a versão “For Galaxy”, ele tem núcleos de processamento com mais velocidade. O sistema operacional com interface One UI e a integração do ecossistema já enraizado no Brasil também fazem dele uma melhor escolha. 

Já o Honor leva a vantagem por ter uma bateria mais potente e recursos mais interessantes para usar o aparelho no modo aberto. Mas neste último caso, a vantagem também é discreta, já que o Galaxy também oferece muita versatilidade quando aberto. 

O conjunto de câmeras é melhor no Honor, com um gerenciamento melhor do HDR. Mas a diferença prática não é tão gritante, e o Galaxy não deixa muito a desejar. 

Visualmente, ambos são igualmente finos e, apesar de beleza ser subjetiva, acho o Samsung mais discreto, já que o módulo de câmeras não é tão extravagante como o modelo chinês. 

Mas, no fim, há um aspecto diferente para nós brasileiros: o Fold já está disponível em nosso país e pode ser encontrado por menos de R$ 9.000.

O Honor, por sua vez, ainda não desembarcou de forma oficial por aqui, e vale lembrar que seu antecessor, o Magic V3, chegou em nosso mercado por nada menos que R$ 20.000.

Resumo da ópera: o Magic V5 é um dobrável fantástico, e tem tudo para competir de igual para igual com o Fold 7 — e até levar a melhor em alguns aspectos. Mas falta chegar de vez por aqui e, é claro, com um preço minimamente plausível para o nosso mercado.

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