Galaxy S21 é mais fácil de consertar do que antecessor, indica análise

Por Igor Almenara | 08 de Fevereiro de 2021 às 09h02
Reprodução/PBK Reviews
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Ficha técnica

Em uma nova análise, o iFixit destrinchou toda a estrutura do Galaxy S21, o mais recente lançamento da Samsung. Desta vez, o vídeo do desmonte foi acompanhado por elogios, muitos deles graças a adoção de plástico para a traseira, o que facilita significativamente a abertura do aparelho para substituição de componentes.

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No começo do vídeo, os apresentadores do iFixit exaltam o aparelho por ser uma interessante proposta da Samsung para começo de ano: um topo de linha mais barato que o antecessor, mas mais poderoso e, curiosamente, construído com traseira em plástico. Ainda com uma estrutura robusta de um flagship, a abordagem da sul-coreana facilita o caminho para reparos, o que rendeu uma melhor avaliação do dispositivo em reparabilidade.

Contudo, o Galaxy S21 ainda é uma peça bastante complexa e exige experiência do profissional para o processo, ressalta a avaliação. São dezenas de parafusos e módulos delicados que devem ser retirados pouco a pouco até alcançar a bateria — que continua presa à carcaça por uma cola —, mas não tão difíceis quanto dobráveis ou dispositivos Apple.

O processo começa dispensando o uso de um aquecedor para entrar em contato com o hardware. Com força bruta e um tanto de cuidado, é possível descolar a traseira por completo — aproveitando a flexibilidade do plástico. De lá, uma pinça deve ser utilizada para desconectar alguns cabos pequenos que sobrepõem a bateria e a placa superior, onde está localizado o chipset e os módulos de câmera.

Feito isso e removidos os módulos, uma aplicação suave de álcool isopropílico alivia a tensão da cola que prende a bateria. Depois de um tempo, alguma ferramenta para aplicação de força será necessária para removê-la.

No display, o processo é também mais simples. A tela plana facilita a remoção do painel sem danos ao vidro. Ainda assim, o AMOLED continua exposto e é “muito provável” que sofra algum dano proveniente da remoção.

O que tem dentro do Galaxy S21?

Logo de cara, a parte traseira apresenta o módulo de carregamento sem fio, dessa vez preso por parafusos de fácil remoção e identificação. Na placa-mãe, localizada acima da bateria, estão os módulos de câmera e os controladores, sem maiores novidades. O grande destaque da região, por sua vez, é a presença do chipset Qualcomm Snapdragon 888, ainda presente em poucos celulares, escondido de baixo dos 8 GB de memória RAM LPDDR5 da Samsung.

Na parte de baixo, a porta USB-C é conectada a uma placa independente, algo que favorece substituição em caso de mau-funcionamento.

Por fim, outra parte interessante é o leitor de biometria sob a tela AMOLED do Galaxy S21. A solução de segurança da Qualcomm recebeu aprimoramentos significativos nessa segunda geração, agora com mais área de leitura e, consequentemente, maior velocidade na detecção da digital.

Mesmo que o processo esteja mais fácil, o Galaxy S21 ainda é um dispositivo denso e de difícil reparabilidade — principalmente na tela e na bateria, dois dos componentes mais substituídos em reparos. O plástico e alguns módulos adicionais renderam ao aparelho nota 4 em "Pontuação de reparabilidade", apenas um ponto a mais que o Galaxy S20+ do ano passado.

Fonte: iFixit

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