Especialista da Motorola dá dicas de como cuidar melhor da bateria do celular

Por Felipe Junqueira | 25 de Abril de 2020 às 21h00
Felipe Junqueira/Canaltech
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A Motorola recentemente voltou ao mercado topo de linha com o novo Edge+, smartphone premium com funções que o usuário de um aparelho mais caro realmente espera ter no seu produto. Um dos destaques é a bateria parruda de 5.000 mAh, mesma capacidade da linha Power, dentro da família Moto G.

A fabricante tem investido bastante na questão da autonomia de seus dispositivos, indo além de apenas oferecer inteligência artificial e recursos de economia de bateria dentro do sistema. Além de modelos com muita capacidade, a empresa também oferece algumas opções com carregamento ultrarrápido, como o One Hyper, que tem carregador de 45 W na caixa.

Afinal, é o que o consumidor quer: celular que dure o dia todo, já que não adianta muito ter um telefone móvel que passa um bom tempo conectado a uma tomada, certo? Com isso em mente, o Canaltech conversou com o chefe de produtos da Motorola, Thiago Masuchette, para entender melhor o que fazer para garantir a máxima vida útil da bateria de um smartphone atual.

Linha Power foi a primeira da Motorola a trazer bateria de 5.000 mAh (Foto: Canaltech)

Uma das dúvidas mais frequentes do usuário é sobre o comportamento de recarga. Você já deve ter visto por aí especialistas sugerindo que o ideal é fazer pequenas cargas durante o dia ou esperar a bateria estar quase no fim para realizar uma recarga completa, mas tirar pouco antes de chegar a 100%. De acordo com o executivo da Motorola, cada um pode fazer como achar melhor, mas há uma maneira considerada ideal.

“Todos os smartphones da Motorola oferecem durabilidade e qualidade, então o consumidor pode tanto usar a bateria até o fim, quanto deixar conectado após o carregamento completo”, garantiu. “Cada usuário tem um perfil, então o momento correto para carregar vai depender de cada usuário, mas para um melhor aproveitamento do smartphone, é válido carregar o aparelho quando ele estiver com a bateria baixa, indo até o 100% de carga”, completou Masuchette.

E o tal "efeito memória"?

Recarga pode ser feita a gosto do usuário (Foto: Felipe Junqueira/Canaltech)

Outra dúvida comum é que as baterias ficariam “viciadas” ao receberem cargas com muita frequência. Quanto a isso, não há com o que se preocupar, de acordo com o executivo. “Com o avanço da tecnologia, atualmente as baterias dos smartphones estão cada vez mais avançadas e seguras e não possuem o efeito memória que existia em muitas baterias antigas”, garantiu. Ou seja, não tem porque se preocupar em tirar o aparelho da tomada antes ou até mesmo logo depois de chegar aos 100%. O importante é ter carga suficiente para você usar sem ter que voltar à tomada logo depois.

“Como focamos em atender a todos os diferentes perfis de consumidores, não é necessário se preocupar com o momento e por quanto tempo o smartphone ficará carregando. Mas para uma melhor experiência, é válido carregar o aparelho quando ele estiver com a bateria baixa, concluindo até a carga total”, repetiu o executivo.

As baterias de lítio usadas atualmente são totalmente diferentes das antigas baterias de níquel-cadmo dos celulares nos primórdios da telefonia móvel. Aquelas, sim, ficavam “viciadas” e pediam carga mesmo que ainda tivessem bastante autonomia. Atualmente, você pode fazer pequenas cargas sem problema, e também não precisa mais realizar aquela primeira carga longa: é só tirar da caixa e usar normalmente. O que acontece agora é que há um processo natural de perda de carga conforme o seu aparelho fica mais velho, mas isso é uma questão química e não tem o que fazer para evitar.

Brilho adaptável ou manual?

Brilho automático pode ser útil para aumentar autonomia da bateria (Foto: Felipe Junqueira/Canaltech)

Para evitar problemas de carga baixa durante o dia, ele ainda citou recursos do sistema como modo de economia de bateria, brilho adaptável da tela e até o desligamento de algumas funções, como conectividade, para aumentar o tempo de uso do aparelho.

Aliás, falando em brilho da tela, também questionamos sobre a maneira ideal de configurar o aparelho: ajustar o nível de luminosidade quando necessário, ou deixar o próprio sistema aumentar e reduzir conforme o ambiente, ou seja, ativar o brilho adaptável?

“O brilho adaptável permite com que o brilho da tela do seu smartphone se ajuste automaticamente ao ambiente em que você se encontra, que, no caso, pode oscilar entre o máximo e o mínimo”, explicou o executivo. “Com o brilho manual no máximo o consumo da bateria é maior e consequentemente, o uso no mínimo permite o uso do aparelho por um tempo prolongado”, disse, dando a entender que o ideal é manter o brilho adaptável ativado, a menos que você se lembre de fazer o ajuste para reduzir a luz da tela em ambientes mais escuros.

Apps recentes

Fechar aplicativos que não estão em uso também pode prolongar o tempo de uso (Foto: Felipe Junqueira/Canaltech)

Para finalizar, também conversamos sobre a janela ‘apps recentes’, onde ficam todos os aplicativos abertos e que, em tese, estão rodando em segundo plano no Android. Em tese porque, sabemos, se a memória RAM não for suficiente, o dispositivo pode precisar reiniciar a aplicação dependendo do caso.

O que deixa a dúvida para muitos usuários: manter a tela de apps recentes limpa o máximo possível é melhor ou pior para a autonomia da bateria? Masuchette explicou que o ideal é evitar que os aplicativos que rodem processos em segundo plano sejam mantidos abertos sem muita necessidade.

“Alguns aplicativos disponíveis no mercado possuem um comportamento de uso em segundo plano que intensifica o consumo de bateria”, disse o executivo, notando que nem todos rodam processo quando não estão efetivamente em uso. “O ideal, na busca de um melhor aproveitamento da bateria e performance do smartphone, é que caso o usuário não tenha mais a necessidade da utilização desses aplicativos no momento, ele limpe essas aplicações para que o aparelho utilize todas suas funcionalidades sem interferências”, finalizou o executivo.

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