Em testes de desempenho, Galaxy S9 perde para iPhone X e modelos mais antigos

Por Ramon de Souza | 01 de Março de 2018 às 15h41
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Galaxy S9

Os novos Galaxy S9 e S9 Plus foram apresentados durante o primeiro dia da Mobile World Congress (MWC) 2018, sendo apontados como uma das maiores promessas para o ano. Embora sejam visualmente parecidos com a geração anterior, os gadgets apresentam recursos novos e um hardware atualizado, o que, na teoria, deveria prover um desempenho superior em comparação com modelos mais antigos. Contudo, ao que tudo indica, as coisas não são bem assim na prática.

Durante a feira, o site AnandTech teve a oportunidade de realizar testes de benchmark (desempenho) com uma unidade de cada versão do lançamento, ambas equipadas com o novo chipset proprietário Exynos 9810. O veículo executou diversos softwares e analisou as mais variadas situações de uso (processamento com múltiplos núcleos, processamento com um único núcleo, navegação na web, renderização gráfica etc.), e os resultados não foram nada promissores.

Na maioria dos casos, o Exynos 9810 apresentou uma performance inferior a SoCs mais antigos e usados pela concorrência, como o Apple A11 (empregado no iPhone X e no iPhone 8) e até mesmo o A10 (que equipava o iPhone 7). Em alguns casos, como no GeekBench 4 Single Core, a diferença entre o componente sul-coreano e o da Maçã chega a ser de 894 pontos.

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(Reprodução: AnandTech)

Mais assustador ainda é o fato de que, no PCMark, o Galaxy S9 Plus perde para vários smartphones Android mais antigos, como o Google Pixel 2 XL, o Huawei Mate 9 (e também o Mate 10 Pro) e o próprio Galaxy S8 da geração passada. No teste de edição de totos, aliás, até mesmo o Galaxy S7 se dá melhor.

(Reprodução: AnandTech)

Um problema pontual?

Ao ser questionado sobre esses resultados assustadores, um porta-voz da Samsung explicou que as unidades em exposição na MWC 2018 possuem um firmware desenvolvido especialmente para o anúncio e cujo desempenho não se refletirá na experiência final do usuário. Isso significa que o software usado para os testes ainda é um “beta” e, na teoria, não consegue liberar todo o poder de fogo do Exynos 9810.

Contudo, temos que estranhar tal atitude por parte da Samsung, visto que não faz muito sentido limitar tanto assim a performance do chipset (especialmente em uma feira dessa magnitude, onde os jornalistas frequentemente requisitam a realização de benchmarks). De qualquer forma, só teremos informações mais concretas sobre isso quando o gadget for lançado no mercado.

Fonte: AnandTech, 9to5Mac

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