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7 desenhos clássicos que são piores do que lembramos

Por| Editado por Durval Ramos | 08 de Maio de 2024 às 18h40

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Reprodução/Warner Bros, Filmation, Toei Animation
Reprodução/Warner Bros, Filmation, Toei Animation

A infância daqueles que cresceram na década de 1980 e 1990 foi recheada de desenhos animados dos mais variados tipos que ficaram marcados nas mentes e corações de todo mundo. Muitas dessas animações são lembradas com carinho, mas é inegável que várias delas não passam da famigerada regra dos 15 anos.

Essa regra, válida para desenhos, séries e filmes, avalia se algo que você gostava muito quando criança continua bom se você assistir 15 anos depois. Gosto é algo bastante subjetivo e alguns dos desenhos animados mencionados a seguir podem continuar sendo seus favoritos. No entanto, há aqueles que inegavelmente só são queridos por causa da nostalgia, já que basta um olhar um pouco mais cuidadoso para ver como eles sempre foram ruins.

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Particularmente, continuo gostando de três dos títulos da lista, mas é bom ter consciência que está tudo bem gostar de algo ruim, ninguém precisa se enganar.

7. Inspetor Bugiganga

Inspetor Bugiganga parecia um conceito divertido, mostrando um policial que sofre um acidente e é transformado em um robô através de um projeto secreto, o enchendo de equipamentos, as tais "bugigangas". É um desenho infantil, mas ainda tem elementos sombrios, como o fato de o vilão que deu origem ao acidente do inspetor ter perdido a mão e se transformou no Dr. Garra.

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Não parece um desenho ruim, mas a animação franco-americana-canadense era cheia de histórias bobas demais até para o público infantil, chegando até a ter algumas lições de moral ao fim dos episódios. De quebra, a sobrinho do herói, Penny, tornava as coisas ainda mais xaropes, sendo aquela bússola moral que irritava até as crianças. A única coisa que explica o seu sucesso é a sua música-tema.

Em algo um pouco relacionado, Inspetor Bugiganga estreou na TV em 1983. Robocop, filme que trata de um policial que sofre um acidente (chamado virar peneira de tiros) é transformado em robô e vai para as ruas com equipamentos especiais (um corpo metálico e uma pistola Auto9), estreou em 1987.

Tirem suas próprias conclusões.

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6. Super Mario Bros

Adaptar games em desenhos animados parece algo muito mais fácil, mas os anos 1980 mostram que não importava muito a origem dos jogos. Super Mario Bros, que inclusive tinha uma introdução live action, colocava Mario, Luigi, Toad e Princesa Peach, tentando adaptar situações de Super Mario Bros e Super Mario Bros 2.

O problema estava na qualidade da animação, que não era das melhores e as histórias não eram bem escritas, com um humor no mínimo questionável. Porém, devemos admitir que a versão dublada no Brasil pela Herbert Richards nos presenteou com o glorioso Toad histérico.

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Aliás, esse Toad completamente elétrico apenas comprova o quanto o desenho era caótico e até bastante sem sentido. Quem jogava os games da Nintendo dificilmente encontrava relação entre os jogos e a história, que inventava personagens e soluções bastante aleatórias para tentar justificar as cenas live action da abertura e encerramento.

5. Capitão Planeta

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Capitão Planeta tinha como grande destaque a ideia de conscientizar o público infantil de problemas ambientais que já nos afetam há décadas. Nisso, a animação era bastante válida, mas a maneira como isso era feito, vendo com muita calma, não era muito eficaz.

Apesar de a mensagem ser de fácil entendimento para crianças pequenas, o tema é um pouco mais complexo do que uma simples luta entre bem contra o mal, o que deixava as histórias fracas. Com vilões extremamente caricatos — incluindo um homem radioativo e um homem-porco que adorava lixo —, o desenho não se esforçava muito na hora de representar essas ameaças ambientais e, olhando hoje, é só bobo. Sem contar que coração jamais foi um elemento. Jamais!

4. Cavalo de Fogo

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Cavalo de Fogo é o tipo de desenho animado que parece um grande delírio coletivo, já que mesmo tendo apenas 13 episódios produzidos, o fato de sempre ser reprisado dava a impressão de ser praticamente infinito. Isso talvez mostre a qualidade das histórias, que são tão marcantes que o público nem percebia que estava vendo os mesmos episódios várias vezes.

A história da princesa Sara que é salva ainda bebê por um cavalo mágico, que depois volta para buscá-la para salvar o reino de onde veio marcou uma geração por causa de sua música-tema e o fato de ter um cavalo ruivo e falante com voz suave. E também porque a cantora desafina terrivelmente na hora da música.

3. Cavaleiros do Zodíaco

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No que pode ser uma escolha polêmica, mas que no fundo você sabe que faz sentido. Cavaleiros do Zodíaco fez muito sucesso na década de 90, se tornando um verdadeiro fenômeno de audiência por onde passou. A história dos jovens cavaleiros de bronze que lutam contra deuses para defender a reencarnação da deusa Atena marcou toda uma geração de fãs, inclusive da que eu faço parte, mas é o tipo de coisa que envelheceu muito mal.

Seja pela história completamente absurda e com saídas bizarras, como Shiryu absolutamente viciado em querer ficar cego para lutar, Shun gritando Ikki, Cavaleiros do Zodíaco é algo que impressiona muito mais os fãs pelo que representa do que pelo que realmente é. A trama é bem pobre e repetitiva, com diálogos terríveis e com soluções que não fazem o menor sentido. Como assim a velocidade da luz do Seiya é maior que de Aiolia? Qual a lógica disso?

Porém, se resolvem produzir mais uma continuação, estaremos lá para assistir.

2. Thundercats

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Thundercats é um dos desenhos mais conhecidos da década de 1980, que trazia felinos alienígenas tentando sobreviver na chamada Terceira Terra contra invasores de uma raça mutante, liderado por Munn-Ra, um sacerdote mumificado.

A ideia do desenho era absurda, mas se tornou icônica por causa da sua abertura que é realmente muito boa. Só que há um detalhe: a qualidade da introdução não condiz com aquilo que os episódios entregam, já que ela foi feita por um estúdio japonês, enquanto a animação em si é totalmente americana. Assim, toda aquela empolgação que você tem ao ver a música-tema se esvai quando vê aquele desenho meio estranho com uns gatos humanóides seminus.

Isso não impediu que Thundercats fizesse muito sucesso e, anos depois, recebeu remakes e reboots que mudavam vários elementos, sendo que a mais recente foi massacrada por conta do seu visual mais infantil. Tudo isso para defender um desenho antigo com gatos dando piruetas, gritando e lutando contra uma múmia babona.

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1. He-Man

O que falar sobre uma história de um príncipe de franja e um gato covarde que, após levantar uma espada, fica de tanga e bota, mas continua de franja, e seu gato fica valente? Talvez eu pudesse falar sobre o grande inimigo desse herói, um vilão chamado Esqueleto, mas que na verdade é só uma caveira em cima de um corpo bombado e azul, com uma voz esquisita?

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E se eu falasse que, no final dos episódios, o herói de franja ainda trazia uma lição de moral baseada na história em que ele desceu a porrada em todo mundo? Isso é He-Man e os Mestres do Universo, um desenho feito para vender brinquedos da Mattel e que deu mais certo do que o esperado. 

Para quem gosta de história, vale muito mais a pena assistir ao reboot da Netflix.