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Crítica Mestres do Universo: A Revolução | Animação tem mesmo a força

Por| Editado por Durval Ramos | 26 de Janeiro de 2024 às 21h00

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Reprodução/Netflix
Reprodução/Netflix

He-Man e Os Mestres do Universo foi um desenho de muito sucesso nos anos 80, mas que sofreu bastante para se atualizar na TV. Apesar de a animação ter ganhado um excelente reboot em 2002, ela não foi um sucesso de público. Por anos, estúdios tentam levar a história do príncipe Adam para o cinema, mas o projeto acaba morrendo na praia.

Por isso, a animação escrita por Kevin Smith, de O Balconista, para a Netflix surgiu como uma bela surpresa. Uma continuação da animação dos anos 80, Mestres do Universo: Salvando Eternia apresentava os personagens e o universo criados pela Mattel para vender brinquedos de maneira madura e divertida. Com Mestres do Universo: A Revolução, esse trabalho continua, evoluindo cada vez mais a série, ainda que não deixe de lado aquilo que fez os desenhos animados de décadas atrás tão bem sucedidos.

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Conteúdo do passado com tempero do futuro

Mestres do Universo: A Revolução continua exatamente de onde Salvando Eternia acabou, com o He-Man como o grande campeão de Eternia, lutando ao lado de seus companheiros, como Teela, que assumiu o lugar de sua mãe, a Feiticeira. 

Quando o Rei Randor adoece, o príncipe Adam precisa escolher entre ser o campeão do povo de Eternia como He-Man, ou assumir o trono no lugar de seu pai. Em paralelo, Teela tenta encontrar meios de reestabelecer Pretérnia, uma espécie de paraíso onde as almas dos heróis podem descansar.

Junte isso ao fato de Esqueleto, agora embuído de poderes tecnológicos, ressurge para tentar encontrar vingança contra o He-Man, usando a figura de Kandor, tio do príncipe Adam e verdadeiro herdeiro do trono de Eternia.

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Em cinco episódios, Mestres do Universo: A Revolução utiliza vários elementos que foram explorados ao longo dos anos em quadrinhos do He-Man, além de teorias de fãs que acabaram sendo incorporadas ao cânone da franquia. O desenho tem sucesso ao usar tudo isso de maneira confiante, tornando os acontecimentos naturais para a progressão da história e desenvolvimento de seus personagens.

Apesar de não ser tratado como uma nova temporada da animação, e sim como uma nova série, o desenho pode inicialmente confundir algumas pessoas, já que aquilo que parecia uma nova adaptação é na verdade uma sequência. Mesmo assim, a maneira como tudo é apresentado se mostra bastante familiar, permitindo que até mesmo quem não assistiu a Mestres do Universo: Salvando Eternia, possa se divertir.

A batalha entre magia e tecnologia

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Um dos principais temas de Mestres do Universo: A Revolução é a luta entre o lado da magia contra a tecnologia. Um vírus tecnológico ameaça toda a população de Eternia, um local conhecido pelas suas origens bem firmes na magia.

Nos seus cinco episódios, personagens precisam encarar as limitações de cada lado da mesma moeda, servindo até mesmo com uma alusão ao combate do avanço tecnológico e industrial contra a natureza. Porém, essa abordagem ainda é bastante superficial, por mais que a animação trate tudo com bastante seriedade.

A parte boa é que isso permite que a história possa desenvolver outros personagens, como o Esqueleto e Maligna, que se apresentam em papeis mais complexos nessa nova temporada, também atuando de lados opostos nessa luta por poder.

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He-Man é forte, mas Teela é muito mais

Algo que me surpreendeu bastante em A Revolução é o destaque dado para Teela. Dublada dessa vez por Melissa Benoist, a Supergirl da série de TV, a personagem se mostra mais madura e com um desenvolvimento bem interessante. Novamente, a série usa elementos apresentados no passado e conhecidos apenas por fãs mais fervorosos para realizar essa evolução, mas que faz total sentido para a trama.

O mesmo já não pode ser dito para o príncipe Adam, o He-Man. Desde o começo, o personagem parece não querer toda a responsabilidade que é esperada dele, optando em ficar nas suas aventuras, dando porrada em todo mundo e sendo uma montanha de músculos. Esperava-se que ele teria uma evolução no seu pensamento ao longo dos episódios, mas até o final, ele parece não mudar em quase nada.

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No grande clímax da história, He-Man fica ainda mais poderoso e com um novo visual, claramente criado para vender um boneco especial, mas sua personalidade continua exatamente a mesma. Isso faz com que algumas atitudes pareçam deslocadas e repentinas, apenas porque a trama pedia por isso.

Sei que a ideia de Mestres do Universo: A Revolução era ainda ser uma animação para todas as idades, mas por querer também apresentar temas mais adultos para a trama, eu esperava que ela fosse desenvolvida um pouco melhor, principalmente em torno do seu personagem principal.

Pelos Poderes de Grayskull

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Mestres do Universo: A Revolução é uma boa sequência da animação e mostra todo o potencial para mais histórias dentro desse universo mágico e maluco do He-Man. Existem pontos a serem melhorados, como a temporada ter poucos episódios e não conseguir desenvolver muito bem algumas ideias.  Porém, a animação ainda é bem feita, com boas cenas de ação e momentos épicos que devem agradar bastante aos fãs do He-Man. 

Mestres do Universo: A Revolução está disponível na Netflix.