Nova patente da Apple pode tornar o Face ID à prova de irmãos gêmeos

Por Rubens Eishima | 22 de Julho de 2020 às 13h30
Apple/USPTO
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Uma nova patente registrada pela Apple revela que a empresa trabalha para tornar o sistema Face ID ainda mais seguro. O registro, solicitado em setembro de 2017 e concedido apenas nesta terça-feira (21), descreve um método para identificar biometricamente uma pessoa com o uso das veias sob a pele.

A leitura subepidérmica é descrita no documento como uma opção para diferenciar pessoas muito parecidas — incluindo irmãos gêmeos univitelinos —, aumentando a precisão do processo de autenticação no aparelho.

A ideia não é exatamente nova, ela já foi considerada pela Samsung, ainda em 2017. Um celular que chegou a implementar a ideia foi o LG G8, lançado no começo de 2019, mas a técnica não parece ter vingado desde então.

Apesar dos rostos semelhantes, veias entregam a diferença (destaque no quadro 404) entre pessoas parecidas (imagem: Apple/USPTO)

O registro da patente explica que o sistema funciona captando uma ou mais imagens do rosto do usuário. Após uma verificação inicial com as características físicas da face, outra imagem procura identificar uma veia do rosto para confirmar a identidade da pessoa.

Para conseguir “enxergar” sob a pele, a câmera é equipada com um sensor infravermelho, complementando o atual conjunto de componentes usados no Face ID — sensor de luz ambiente, proximidade, projetor de pontos etc.

Em meio a tantos boatos sobre o Face ID e o Touch ID, não é possível saber se a Apple irá implementar a ideia. Como sempre acontece com patentes, o registro não significa necessariamente que o recurso chegará aos iPhones ou outros aparelhos da marca.

Fonte: USPTO  

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