Variante Delta é responsável por 23% dos casos da COVID na Grande SP, diz estudo

Variante Delta é responsável por 23% dos casos da COVID na Grande SP, diz estudo

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 04 de Agosto de 2021 às 14h10
Mohamed Hassan/Pixabay

No dia 6 de junho, a prefeitura de São Paulo anunciou o primeiro caso oficial da variante Delta do (B.1.617) coronavírus SARS-CoV-2 na cidade. Em seguida, foi confirmada a transmissão comunitária da variante — quando não é mais possível identificar a origem da infecção. Agora, um relatório divulgado pelo Instituto Adolfo Lutz aponta que 23,5% dos novos casos da COVID-19 na Grande São Paulo foram causados pela variante descoberta na Índia.

Os dados do instituto foram apresentados no último relatório de monitoramento das variantes do coronavírus. Este mapeamento é feito semanalmente pelo Adolfo Lutz com base na amostragem de testes positivos recolhidos pelo estado. No entanto, o número de amostras sequenciadas é baixo perto do número de novas infecções notificadas, portanto a incidência da variante Delta pode ser maior ou menor.

Casos da variante Delta crescem na Grande São Paulo (Imagem: Reprodução/kjpargeter/Freepik)

Por enquanto, no estado de São Paulo, a incidência pela amostragem é de 4%, mas a variante Delta está em movimento de ascendência em relação à Gama (P.1), descoberta primeiro em Manus e, até agora, predominante em todo o Brasil. Na Grande São Paulo, por exemplo, a Gama ainda representa 74,21% das novas infecções por coronavírus.

Crescimento de casos da Delta causa alerta no estado de SP

Em coletiva feita na terça-feira (3), o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, comentou preocupação com o aumento do número de caso da variante Delta no país e no estado. Além disso, foi apontado para uma possível prevalência da Delta em relação à Gama, como foi possível observar no México. 

"Podemos ver incidência da variante Delta em vários países. A forma como ela se desenvolveu, rapidamente, e como ela tomou a prevalência. Se formos ver no Reino Unido, a variante [Alfa] ocupava 100% dos casos. Em abril, surge a variante Delta e, em menos de 2 meses, ela ocupa todo o cenário de prevalência da pandemia", apontou Edson Aparecido.

Fonte: Uol  

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