Reino Unido é o primeiro país do mundo a aprovar vacina contra COVID-19

Reino Unido é o primeiro país do mundo a aprovar vacina contra COVID-19

Por Fidel Forato | 02 de Dezembro de 2020 às 10h46
Maksim Goncharenok/ Pexels

Nesta quarta-feira, o Reino Unido se tornou o primeiro país ocidental a aprovar o uso de uma vacina contra a COVID-19 de foram emergencial. A partir da próxima semana, o imunizante contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), desenvolvido pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech, estará disponível no país. A primeira leva será de 800 mil doses da vacina com tecnologia de RNA mensageiro, segundo as autoridades britânicas.

Para o Departamento de Saúde e Cuidado Social do Reino Unido, a decisão de aprovar uma vacina contra a COVID-19 "acontece após meses de testes clínicos rigorosos e análise completa dos dados". Esta decisão foi tomada por um painel de especialistas da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde — similar à Anvisa, no Brasil —, após concluírem que o imunizante atendia aos padrões de segurança e eficácia necessários para a aprovação.

Reino Unido aprova a vacina da Pfizer para uso emergencial (Imagem: Reprodução/ Centers for Disease Control and Prevention/ Rawpixel)

A vacina é segura e eficaz?

Segundo os resultados do estudo de fase 3 anunciados pela farmacêutica Pfizer, o imunizante contra a COVID-19 obteve uma taxa de eficácia de 95%. Vale explicar que essa taxa representa a proporção de redução de casos entre o grupo de pessoas vacinadas comparado com o grupo não vacinado (que recebeu o placebo, como é protocolar em estudos duplos-cegos).

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Em outras palavras, uma pessoa vacinada tem 95% menos chances de contrair esta infecção, quando comparada com quem não recebeu o imunizante. Além disso, não foram registrados efeitos colaterais graves durante os testes entre os participantes. Foram notadas apenas dores de cabeça e fadiga em cerca de 2% dos voluntários que receberam a vacina. Esses efeitos são similares a uma "ressaca forte", conforme relatado.

O imunizante carrega um RNA mensageiro (mRNA) — uma tecnologia inédita para a ciência — que estimula o organismo a produzir uma proteína específica do coronavírus. Depois de produzida, o sistema imunológico pode reconhecê-la como um antígeno e, assim, cria imunidade contra a doença.

Quando começa a vacinação com a Pfizer?

"O NHS [sistema nacional de saúde] está pronto para começar a vacinar a partir da próxima semana", afirmou o ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, durante o anúncio da aprovação. Neste primeiro momento, o foco da vacinação será entre os idosos, profissionais de saúde e cidadãos considerados de grupo de risco.

Ainda hoje, o Comitê de Vacinação e Imunização deve publicar mais detalhes sobre as fases da imunização. Entretanto, já se sabe que a vacina será administrada em duas doses, separadas por um intervalo de 21 dias. Um dos grandes desafios desta fórmula é o transporte, isso porque precisa ser armazenada em temperaturas muito baixas, de -70°C, o que nem sempre é viável em algumas regiões do planeta.

Para as campanhas de imunização, estão sendo treinados inclusive voluntários, além dos profissionais da área de saúde. Por enquanto, as vacinas serão administradas em cerca de mil centros de vacinação comunitários e em mais de 40 instalações de grande porte, adaptadas em estádios e locais de conferências, de acordo com um documento de planejamento do governo.

"A ajuda está a caminho... O Reino Unido é o primeiro país do mundo a ter uma vacina clinicamente aprovada", comemorou o ministro Matt Hancock, em um post no Twitter. A autorização também foi comemorada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que reforçou o fato sobre a disponibilização das vacinas a partir da próxima semana no país.

Fonte: Estadão  

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