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Se você tem insônia, pare já de ficar olhando o relógio quando for dormir

Por| Editado por Luciana Zaramela | 30 de Maio de 2023 às 18h26

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amenic181/Envato
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Você sabe o que é insônia? Um novo estudo publicado na revista científica Primary Care Companion for CNS Disorders apontou que olhar a hora com frequência e calcular o tempo de sono que ainda resta pode piorar esse distúrbio, fazendo com que a pessoa não consiga adormecer.

Além de agravar a insônia, esse comportamento também pode aumentar a frustração e levar a um maior uso de remédios para dormir.

"As pessoas estão preocupadas com o fato de não estarem dormindo o suficiente, então começam a estimar quanto tempo levarão para voltar a dormir e quando precisam acordar. Esse não é o tipo de atividade que ajuda a facilitar a capacidade de adormecer; quanto mais estressado você estiver, mais difícil será adormecer", apontam os autores.

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Para o estudo, os cientistas envolvidos analisaram dados de 4.886 pacientes que preencheram um questionário sobre a gravidade de sua insônia, o tempo gasto calculando as horas de sono restantes ao tentar dormir e o uso de medicamentos para dormir.

"Descobrimos que esse monitoramento do tempo tem um efeito principalmente no uso de medicamentos para dormir porque aumenta os sintomas de insônia", acrescentam os especialistas.

A pesquisa foi realizada como parte de um olhar mais amplo sobre o uso frequente de medicamentos para dormir, já que despertam preocupações sobre riscos à saúde e eficácia a longo prazo. Segundo o artigo, quanto menos pessoas usarem esses remédios, melhor.

Remédio para dormir faz mal à saúde?

O uso de remédios para dormir é recomendado a indivíduos que não conseguem pegar no sono, aqueles que acordam durante a noite diversas vezes e até mesmo para quem sofre de insônia terminal, quando se acorda antes do desejado e o paciente não consegue mais dormir.

Existem vários remédios para dormir, cada um com uma ação em diferentes receptores e com efeitos diferentes, então não há um mecanismo único.

Anteriormente, Eglae Souza, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria Paulista, disse ao Canaltech que aderir a esses tratamentos sem reconhecer o quadro clínico e psiquiátrico do paciente, ou os distúrbios do sono que ele sofre, pode levar a uma piora significativa do quadro, tornando a sua vida ainda mais difícil. A especialista listou alguns danos que o uso da medicação a longo prazo podem causar:

O que é insônia?

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A insônia é um distúrbio do sono que, além de não deixar a pessoa dormir, pode resultar em problemas de saúde, como hipertensão, ganho de peso e diabetes, além de problemas comportamentais e sociais. Grande parte dos adultos precisa de cerca de sete a nove horas de sono por noite. Além da quantidade de tempo dormindo, o sono precisa ser de qualidade.

Uma pessoa que sofre de insônia pode ter sintomas como acordar mais cedo do que deveria, sentir dificuldade em pegar no sono e acordar no meio da noite, seja uma, duas, ou várias vezes. Sem dormir direito, o indivíduo também irá sentir cansaço extremo durante o dia, irritabilidade, mau-humor, depressão, problemas de memória ou concentração.

Existem dois tipos de insônia: a de curto prazo (que consiste em perder o sono uma vez ou outra, geralmente após situações de gatilho, como o estresse) e a crônica (em que a pessoa não consegue dormir por cerca de três vezes por semana, em um processo que já ultrapassa três meses).

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Estudos anteriores apontaram que a insônia aumenta o risco de AVC (acidente vascular cerebral, também conhecido como derrame).

Fonte: Primary Care Companion for CNS Disorders, Science Alert