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Quais são os sintomas da varíola dos macacos em humanos?

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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R. Robinson/CDC
R. Robinson/CDC

As erupções e lesões na pele são consideradas o principal sintoma da varíola dos macacos (monkeypox) em humanos. Este sinal da infecção tende a surgir alguns dias após o início da febre no paciente infectado pela zoonose viral — uma doença comum em animais, mas que também pode afetar seres humanos.

O vírus da varíola dos macacos foi descoberto, pela primeira vez, em 1958. No entanto, o primeiro caso humano data o ano de 1970, quando casos da infecção foram identificados na República Democrática do Congo. Desde então, especialistas estudam os sintomas da doença no organismo humano.

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Para a maioria dos casos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) explica que a varíola dos macacos é "uma doença autolimitada com os sintomas que duram de 2 a 4 semanas". Inclusive, a letalidade é baixa, mas, em alguns casos, pode levar ao óbito.

Sintomas da varíola dos macacos

"O período de incubação — intervalo desde a infecção até o início dos sintomas — da varíola dos macacos é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias", detalha a OMS. Em outras palavras, os primeiros sintomas da doença começam a aparecer após o quinto dia da infecção.

De forma geral, os primeiros sintomas da varíola dos macacos são:

  • Febre;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos);
  • Dor nas costas;
  • Mialgia (dores musculares);
  • Astenia intensa (falta de energia).

Entre 24 e 36 horas do início da febre, os especialistas apontam para o aparecimento de um novo sintoma da infecção:

  • Erupções na pele.

Quando a infecção não é controlada, o vírus monkeypox pode causar graves desdobramentos para a saúde do indivíduo. "As complicações da varíola dos macacos podem incluir infecções secundárias, como broncopneumonia, sepse, encefalite e infecção da córnea com consequente perda de visão", explica a OMS.

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Como são as erupções do monkeypox?

As erupções da varíola dos macacos tendem a se concentrar na face e nas extremidades do corpo, como as mãos e os pés, do que no tronco, explicam os especialistas. A OMS aponta que o rosto é afetado em 95% dos casos. Nas extremidades do corpo, a taxa de identificação das lesões caí para 75%.

Além disso, as mucosas orais (em 70% dos casos), a genitália (30%) e os olhos (20%) também podem ser afetados pelo vírus monkeypox.

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Evolução das "marcas" na pele

De forma geral, as erupções na pele evoluem na seguinte sequência:

  • Primeiro estágio: aparecem as máculas, ou seja, lesões com base plana;
  • Segundo estágio: as máculas se tornam pápulas, que são lesões firmes levemente elevadas;
  • Terceira estágio: as lesões são preenchidas por um líquido claro, quando recebem o nome de vesículas;
  • Quarto estágio: o líquido claro das lesões se torna amarelado e, com isso, as erupções recebem o nome de pústulas;
  • Quinto estágio: por fim, as lesões vazam e se formam crostas, que secam e caem.

É importante observar que número de erupções varia de indivíduo para indivíduo. Dependendo do caso, podem se formar centenas de lesões.

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Como distinguir da catapora e do sarampo?

"A linfadenopatia é descrita como uma característica distintiva da varíola dos macacos em comparação com outras doenças que inicialmente podem ter sinais e sintomas semelhantes como a catapora, sífilis e o sarampo", explicam os cientistas brasileiros da CâmaraPox MCTI.

Vale explicar que este grupo de especialistas foi formado pelo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para acompanhar a evolução de casos atípicos do vírus monkeypox no mundo. Entre os cientistas, estão pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Fonte: OMS e MCTI