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Quais remédios funcionam e são recomendados contra a covid?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 28 de Junho de 2022 às 10h16

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Myriam Zilles/Unsplash
Myriam Zilles/Unsplash

Desde o mês de maio, o Brasil enfrenta uma nova alta de casos da covid-19. Em caso de suspeita ou teste positivo, os profissionais de saúde orientam o uso de remédios que aliviem os sintomas apresentados, como tosse, febre ou dor no corpo. Dependendo do quadro, uso de antivirais também são receitados.

É importante destacar que, atualmente, a média móvel diária de casos da covid-19 é estimada em 53,4 mil, enquanto os óbitos são calculados em 191, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Há dois meses, no final de abril, a média de casos era de 14,6 mil e a de mortes estava em 100.

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No tratamento da covid-19, médicos e cientistas já chegaram a alguns consensos sobre quais remédios são recomendados (ou não). A seguir, confira 5 fatos sobre as terapias disponíveis contra o coronavírus SARS-CoV-2:

1. Quais remédios podem ser usados?

A covid-19 é um vírus e, como a maior parte das doenças virais, a ideia de medicação é aliviar e reduzir os sintomas. Após a consulta com o médico — o que pode ser feito através da telemedicina —, é possível que seja indicado o uso de alguns tipos de medicações, como remédios para dor (analgésicos) ou para controlar a febre (antipiréticos). Entre outros exemplos, pode ser indicado o uso de xaropes para pacientes com tosse ou de descongestionantes nasais para quem está com coriza.

2. Existem antivirais aprovados pela Anvisa?

Medicamentos antivirais, como remdesivir, Paxlovid ou molnupiravir, já foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após análises dos estudos clínicos no tratamento de pacientes com a covid-19.

Também existem os anticorpos monoclonais. No entanto, a maioria dessas alternativas estão liberadas apenas para indivíduos que têm risco de desenvolver formas graves da covid-19, como pessoas com mais de 60 anos ou com comorbidades.

3. O "kit covid" não é recomendado

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Como o coronavírus SARS-CoV-2 era um agente infeccioso totalmente desconhecido, muitos tratamentos foram testados, mas, passados dois anos e inúmeras pesquisas, os médicos e profissionais da saúde estabeleceram bons protocolos de atendimento. Inclusive, já descartam o uso de inúmeras medicações, que ainda são associadas com algumas fake news e persistem como formas de automedicação.

Por exemplo, as fórmulas que integram o "kit covid", como a cloroquina e a ivermectina, não devem ser usadas no "tratamento ambulatorial de pacientes com suspeita ou diagnóstico de covid-19", segundo a Associação Médica Brasileira (AMB). Por outro lado, "O uso de profilático de HCQ [hidroxicloroquina] aumenta o risco de eventos adversos em 12%".

Os médicos da AMD também explicam que a ivermectina — um vermífugo que costuma ser prescrito para a eliminação de parasitas — não deve ser usada no tratamento. Recentemente, um estudo, publicado na revista científica New England Journal of Medicine (Nejm), observou que "o tratamento com ivermectina não resultou em menor incidência de internações médicas por progressão da covid-19".

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4. Precisa tomar antibiótico?

O uso de antibióticos, como a azitromicina, como profilaxia ou tratamento de pacientes com casos leves da covid-19 não é orientado. Isso porque a covid-19 é causada por um vírus e, não, uma bactéria. A exceção ocorre, quando o paciente foi diagnosticado com uma infecção bacteriana ou com uma suspeita do quadro.

5. Tome as doses disponíveis da vacina

Vale lembrar que a melhor foram de combater um vírus é investir na profilaxia, ou seja, nas medidas preventivas. Estes são os casos das vacinas contra a covid-19, seguras e eficazes. Apenas em 2021, um levantamento, feito pelo Imperial College London, no Reino Unido, observou que os imunizantes evitaram 19,8 milhões de mortes no mundo.

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No caso brasileiro, os imunizantes reduziram a letalidade do coronavírus e, hoje, mesmo com o aumento de casos da infecção, os óbitos ainda estão estáveis. No entanto, é preciso manter o calendário de vacinação em dia, o que significa tomar as doses de reforço disponíveis.

Atualmente, o Ministério da Saúde libera o segundo reforço para todos com mais de 40 anos no Brasil. Também podem receber a dose extra profissionais da saúde e imunossuprimidos. As fórmulas reduzem o risco de casos graves da infecção e, consequentemente, aumentam a possibilidade das pessoas não desenvolverem a covid longa.

Em casos de dúvidas sobre a evolução da doença, de agravamento da infecção pela covid-19 — como falta de ar — ou de sintomas persistentes, um médico deve ser consultado. A automedicação pode apresentar riscos para a saúde do paciente.

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Fonte: Com informações: BBC, AMB e Conass