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Por que você nunca deve deixar o cachorro lamber seu rosto?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 08 de Abril de 2022 às 11h30

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 engy91/envato
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Ao lamber o rosto de uma pessoa, o cachorro pode espalhar bactérias resistentes a antibióticos. O alerta vem de cientistas do Royal Veterinary College e da Universidade de Lisboa, que se surpreenderam ao coletar amostras de fezes de pessoas, cães e gatos e descobrir uma série de bactérias preocupantes, uma vez que a resistência antimicrobiana já está entre as principais causas de morte no mundo!

O estudo deve ser apresentado na próxima edição do EECMID (European Congress of Clinical Microbiology and Infectious Diseases in Lisbon), que acontece de 23 a 26 de abril. Ao todo, os pesquisadores analisaram amostras fecais de 114 pessoas, 85 cães e 18 gatos. Desse grupo, 14 cães, um gato e 15 humanos apresentaram cepas de E.coli resistentes a antibióticos.

A teoria dos pesquisadores é que os animais transmitem essas bactérias aos humanos através da lambida, uma vez que costumam lamber as partes íntimas e espalhar os micro-organismos, e depois lambem o rosto (e às vezes até os lábios) de seus tutores.

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No entanto, a forma de transmissão pode não se limitar apenas a lambidas diretas: as pessoas podem fazer carinho no pet, que anteriormente espalhou os micro-organismos pela superfície dos pelos, e levar os dedos à boca algum tempo depois, sem ter lavado.

Para os cientistas, ficou claro que os humanos e pets da mesma residência compartilhavam das mesmas bactérias resistentes, o que indica a contaminação de um para o outro. No entanto, os pesquisadores ainda não têm uma prova concreta da influência direta dos animais nessa disseminação, o que pode exigir futuros estudos mais aprofundados.

Resistência antimicrobiana

Especialmente na pandemia, a resistência antimicrobiana tem sido uma preocupação dos especialistas. Em 2021, 3,7 mil amostras de bactérias resistentes a antibióticos foram identificadas pelo Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), por exemplo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a divulgar orientações sobre prevenção e controle da disseminação de bactérias resistentes em serviços de saúde em meio à pandemia de covid-19. Um estudo da PUCPR cita que em 2020 houve um aumento na densidade de incidência de uma bactéria chamada Acinetobacter baumannii, resistente a antibióticos de amplo espectro.

Fonte: The Telegraph