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Cachorros enxergam como nós, humanos?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 09 de Fevereiro de 2022 às 10h30

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Freepik
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Quem tem cachorro em casa já deve ter se perguntado, em algum momento da sua vida, como os cachorros enxergam e se é da mesma forma que nós. Mas a visão desses animais é bem diferente da dos humanos, principalmente na questão das cores.

Ao contrário de nós, eles conseguem enxergar menos tons, mas não são completamente daltônicos por isso. Para compensar a visualização de menos cores, no entanto, eles contam com uma capacidade maior de enxergar movimentos, o que é crucial para a sobrevivência na natureza.

Olho humano x olho canino

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O olho do ser humano conta com cones, que são nada menos que três tipos de células responsáveis por detectar cores. Com isso, nosso cérebro detecta comprimentos de onda vermelhos, verdes e amarelos. Já os cães possuem somente dois tipos de cones, distinguindo apenas o azul do amarelo, mas não o vermelho do verde. Porém, seus olhos contam com estruturas parecidas com as de pessoas com daltonismo, que também não contam com o terceiro tipo de cone.

Amarelo e azul, verde e vermelho

Para detectar o amarelo e o azul, humanos e cães dependem de neurônios que estão dentro da retina. Esses neurônios, então, são excitados em resposta à luz amarela que é detectada nas células dos cones. Mas quando é a luz azul que atinge os cones, a atividade do neurônio é suprimida.

O cérebro canino interpreta tanto a excitação quanto a supressão dos neurônios como a sensação do amarelo e do azul, respectivamente. Mas no cérebro de pessoas daltônicas e dos cães, a luz vermelha e verde causam um efeito neutro nos neurônios, e não há sinal para que essas cores sejam interpretadas. Então, tudo o que é vermelho ou verde é enxergado em tons de cinza.

Sabemos que os humanos sentem falta da cores vermelha e verde no dia a dia, mas os cientistas ainda não têm respostas sobre como elas são processadas no cérebro dos cães, nem se fazem falta. Alguns especialistas dizem que, assim como as pessoas, os cachorros podem explorar outras formas para distinguir os tons que chamamos de verde ou vermelho.

Em 2014, um estudo chegou a publicar algumas evidências de que os cães são capazes de enxergar cores que os humanos não conseguem. Segundo a pesquisa, as lentes dos olhos dos cachorros transmitem uma quantidade significativa de luz ultravioleta, que é bloqueada por lentes humanas. Sendo assim, eles enxergam mais luz azul do que as pessoas.

Precisão e visão noturna

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Os cães sentem uma certa dificuldade de processar as imagens com nitidez, em comparação com a visão humana. Um estudo realizado em 2017 fez testes oftalmológicos parecidos com os de pessoas em cachorros, usando petiscos para compensar a identificação de imagens verticais ou horizontais, em espaços a cada vez menores.

Os cientistas descobriram que os cães, ao menos os que participaram dos testes, eram bastante míopes, pois em condições bem iluminadas eles precisam estar a seis metros de distância de um objeto para enxergar o que um humano enxerga a 15 metros.

Em relação à visão noturna, os cães continuam enxergando embaçado, mas contam com mais sensibilidade, além de serem animais que tendem a ser mais ativos entre o anoitecer e o amanhecer. Isso acontece porque os olhos dos cachorros têm mais células de detecção de luz que os dos humanos, conhecidas como bastonetes. Assim, eles conseguem distinguir o claro do escuro, enxergando melhor ainda em baixas temperaturas, quando a luz é mais baixa.

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Os cães também são melhores que os humanos na hora de detectar movimentos, o que acontece graças a algo chamado cintilação crítica. Para entender melhor, basta imaginar uma luz piscando 60 vezes por segundo. Vendo isso, enxergamos uma luz que brilha constantemente, mas os cães só têm essa impressão quando a luz pisca cerca de 75 vezes por isso. Essa habilidade é útil, na natureza, para caça.

Fonte: LiveScience