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Pesquisa aponta que ansiedade na meia idade pode ser sinal de Alzheimer

Por| Editado por Luciana Zaramela | 29 de Novembro de 2021 às 15h35

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 Karolina Grabowska/Pexels
Karolina Grabowska/Pexels

Pesquisadores da Universidade Monash, Austrália, descobriram que ter sintomas de ansiedade clinicamente significativos está associado a prejuízos na cognição objetiva, especificamente no que diz respeito a atenção e memória. Além disso, esses indícios na meia-idade podem aumentar a chances de desenvolver demências como o Alzheimer. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Journal of Affective Disorders.


Para que isso fosse possível, a equipe avaliou a relação entre os sintomas mais frequentes da depressão e ansiedade com a perda de memória em 2.657 adultos, entre 40 e 60 anos de idade.

Yen Ying Lim, professor associado da Monash, disse que algo que já era conhecido é o fato de que a ansiedade elevada tem relação com atenção e memória insuficientes. De acordo com ele, isso sugere que a ansiedade pode ser um indicador do estágio inicial da doença de Alzheimer.

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A pesquisa também revela que pacientes com sintomas de depressão e ansiedade relataram maior preocupação com sua própria memória e com seus pensamentos, o que Lim acredita estar relacionado ao desenvolvimento de outros tipos de demência.

“As preocupações subjetivas sobre a própria memória e habilidades de pensamento podem estar relacionadas aos sintomas psicológicos ou de humor”, disse.

Sinais de ansiedade e depressão

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Um estudo recente realizado pelo governo britânico sobre bem-estar revelou que a "crise da meia idade" é real e as pessoas entre 40 e 60 anos têm alto índice de insatisfação com a própria vida — algo que pode aumentar as chances de depressão e ansiedade.

À medida que as pessoas vão envelhecendo, alguns sinais precisam ser reconhecidos e tratados precocemente. Nem sempre esses sintomas são tão evidentes, às vezes se manifestam na perda de apetite, irregularidades no sono, desânimo para realizar atividades antes vistas como prazerosas e mudanças emocionais não comuns, como tristeza profunda.

Lim acredita que a triagem para esses sintomas pode ser um meio de identificar as pessoas que experimentam ou estão em risco de declínio cognitivo.

O professor aponta que, apesar dos resultados, mais pesquisas são necessárias para entender exatamente o que está acontecendo no cérebro, que estabeleça uma ligação entre os sintomas de depressão e ansiedade e o declínio cognitivo e, consequentemente, ao desenvolvimento de demência.

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O neurologista tem um desafio pela frente: entender se a melhora do humor pode impedir o declínio na memória e no pensamento. Este trabalho está feito no ensaio clínico da BetterBrains — que trará resultados em breve.

Fonte: Journal Of Affective DisordersGoverno do Reino Unido; Jornal USP