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Pequenos intervalos de dez minutos já ajudam a prevenir Burnout

Por| Editado por Luciana Zaramela | 09 de Setembro de 2022 às 09h26

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Elisa Ventur/Unsplash
Elisa Ventur/Unsplash

Segundo um estudo publicado na revista Plos One, pequenos intervalos de dez minutos já ajudam a prevenir a síndrome de Burnout. Para chegar à afirmação, os pesquisadores analisaram dados de 22 estudos da área. A maior eficácia se dá às pausas destinadas a alguma atividade física, como alongamento.

Para o estudo, os participantes tiveram simulações de trabalho, tarefas reais relacionadas ao trabalho ou testes cognitivos, e após as tarefas, fizeram os intervalos de 10 minutos, onde puderam escolher atividades como alongamento, caminhada, assistir a vídeos ou simplesmente relaxar.

Os pesquisadores descobriram que, quando se tratava de avaliar se o intervalo tinha um efeito positivo ou negativo no humor de um indivíduo, a atividade realizada durante o intervalo era um fator importante. Os autores observaram que “atividades físicas como alongamento e exercícios foram associadas ao aumento de emoções positivas e diminuição da fadiga”.

No entanto, a atividade dentro desse intervalo envolvesse ajudar um colega ou algo relacionado ao trabalho leva a emoções negativas, diminuição do bem-estar e pior qualidade do sono.

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Pausas podem evitar a Síndrome de Burnout

Com os funcionários de hoje enfrentando esgotamento, longas horas e cargas de trabalho cada vez maiores, o estudo sugere que as pequenas pausas podem ser um bom caminho para se alcançar o bem-estar.

Estudos anteriores já apontaram como a síndrome age no cérebro: as vias de sinalização de estresse enfraquecem o córtex pré-frontal e fortalecem as partes mais primitivas. O estresse gerado pela condição pode enfraquecer a conectividade da rede pré-frontal, prejudicando a capacidade de concentração, e pode tornar o córtex pré-frontal vulnerável à disfunção, levando a determinados distúrbios.

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Em janeiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar Burnout como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. Apesar da mudança, a síndrome continua sendo considerada um problema na saúde mental e um quadro psiquiátrico. O CID 11 também engloba o estresse pós-traumático, distúrbio em games e resistência antimicrobiana.

Fonte: Plos One via Science Focus