Neuralink | Implantes cerebrais em humanos podem começar neste ano, diz Musk

Por Fidel Forato | 04 de Fevereiro de 2021 às 17h45
Bret Kavanaugh/Unsplash

Com os avanços da tecnologia e da Inteligência Artificial (IA), a humanidade se aproxima de uma simbiose com as máquinas. No entanto, ainda é preciso desenvolver formas de melhorar essas conexões entre organismos. Nesse caminho, a empresa de neurotecnologia Neuralink deve começar os testes de implantes cerebrais neste ano. Esta é a aposta do fundador da companhia, Elon Musk.

Na segunda-feira (1), Elon Musk afirmou que a Neuralink estaria trabalhando em colaboração com a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos. Vale lembrar que a FDA é uma agência federal do governo norte-americano responsável por regular e aprovar novos produtos farmacêuticos e dispositivos médicos, para impulsionar sua pesquisa. Em outras palavras, é a entidade que autorizaria os testes dos implantes cerebrais da companhia.

"A Neuralink está trabalhando, de forma intensa, para garantir a segurança do implante [cerebral] e está em estreita comunicação com a FDA. Se tudo correr bem, talvez possamos fazer testes iniciais em humanos no final deste ano", escreveu Musk, em suas redes sociais.

Primeiros implantes cerebrais da Neuralink deve ser feitos ainda neste ano, segundo Elon Musk (Imagem: Reprodução/ Pete Linforth/ Pixabay)

O que a Neuralink poderá fazer?

Até o momento, não foi especificado quais tipos de testes a agência regulatória permitirá que a Neuralink realize em humanos. Recentemente, a empresa testou um implante em um macaco e, segundo os responsáveis, o animal já estaria usando o dispositivo para jogar uma espécie de videogame, com o "poder da mente" e um chip.

No ano passado, a companhia de Musk fez uma apresentação pública mostrando os seus implantes cerebrais em porcos e explicando o comportamento deles com o componente no cérebro. Desde o lançamento da Neuralink, o fundador afirma que, um dia, o implante será capaz de transmitir música diretamente para o cérebro das pessoas e conectar a mente humana a computadores poderosos, por exemplo. No entanto, até agora, os avanços são menos grandiosos.

Coincidência ou não, no final de janeiro, Musk anunciava novas vagas e procurava colaboradores para a Neuralink. Na ocasião, o fundador reafirmou que, no curto prazo, o implante resolverá lesões cerebrais. Nos próximos anos, será possível uma simbiose entre o homem e a máquina, com a IA. "O último será importante ao nível da espécie", defende.

Mesmo que as autorizações da Neuralink caminhem conforme o esperado, um ponto é: será fácil atrair voluntários para este tipo de pesquisa que pode trazer consequências inimagináveis? Segundo os usuários das redes sociais, sim. Já existem alguns indivíduos se oferecendo para os estudos. É o caso de um homem que sofreu "um acidente de carro há 20 anos" e, desde então, vive com paralisia parcial dos membros.

Fonte: Futurism  

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