Não é mais 90%? AstraZeneca assume erro de eficácia da vacina da COVID-19

Não é mais 90%? AstraZeneca assume erro de eficácia da vacina da COVID-19

Por Natalie Rosa | 26 de Novembro de 2020 às 16h50
Cottonbro/Pexels

A AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que estão desenvolvendo juntas uma vacina contra a COVID-19, revelaram na última quarta-feira (25) que houve um erro no momento da divulgação dos resultados dos testes da vacina experimental. De acordo com as empresas, a falha está na classificação das doses como "altamente eficazes", sem fazer menção a como alguns dos voluntários não receberam a segunda dose.

O que aconteceu foi que um grupo de voluntários que recebeu uma dose menor parece ter obtido uma proteção melhor do que aqueles que receberam a aplicação de duas doses inteiras. No grupo com as doses menores, de acordo com a AstraZeneca, a eficácia foi de 90%, enquanto o outro grupo que recebeu a vacina completa a potência foi de apenas 62%. Sendo assim, o resultado final dos testes não é mais de 90% de eficácia, como havia sido anunciado antes, mas sim de 70%.

Imagem: Reprodução/Karolina Kaboompics/Rawpixel

O anúncio havia sido feito na última segunda-feira (23), com a empresa anunciando que o estudo clínico contou com a participação de 24 mil pessoas no Brasil e no Reino Unido. Foram feitas múltiplas combinações que foram comparadas junto a aplicações placebo ou de vacina contra a meningite. Depois do acontecido, o vice-presidente da AstraZeneca, Manelas Pangalos, mesmo que a falha tenha sido admitida, afirmou que o erro é irrelevante. "Mesmo se você acreditar apenas nos dados de dose completa, dose total... Ainda temos eficácia que atende aos limites para aprovação com uma vacina que é mais de 60% eficaz", conta.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Os pesquisadores acreditam em diferentes fatores que possam ter colaborado para uma maior eficácia da dose mais baixa. A primeira é porque ela pode mostrar uma resposta imune natural ao vírus, o que precisa ser investigado com atenção, ou ainda porque a menor quantidade foi aplicada somente em voluntários com menos de 55 anos, enquanto a dose completa também foi administrada a quem estava acima dessa idade.

Fonte: Time, Estado de Minas  

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.