Movimento antivacina processa Facebook por causa de fact-checking

Por Fidel Forato | 19 de Agosto de 2020 às 13h45
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Não é de hoje que o Facebook investe em fact— também conhecido como checagem de fatos — de postagens nas redes sociais e, assim, tenta diminuir o alcance de fake news. Diante de iniciativas como essa, um grupo antivacinação norte-americano, o Children's Health Defense, abriu processo no Tribunal Federal de São Francisco contra o Facebook, Mark Zuckerberg e três agências independentes de checagem na segunda-feira (17).

Entre as práticas para conter o avanço de desinformação na rede, o Facebook destacou um aviso na página sobre onde encontrar "informações confiáveis e atualizadas" sobre saúde e que pode direcionar o usuário para o site do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos. Além disso, foi desativada temporariamente ferramenta para que a organização recebesse doações de usuários na própria plataforma.

Grupo contra vacinas processa Facebook por checagem de informações (Imagem: Captura de tela/ Canaltech)

"O Facebook publicou uma 'etiqueta de advertência' na página do CHD, o que implica que seu conteúdo é impreciso e direciona os seguidores a recorrer ao CDC para obter 'informações confiáveis ​​e atualizadas'", levantou o grupo no processo contra a rede social, alegando divulgar apenas conteúdos verdadeiros.

Além disso, a página teve o alcance de suas publicações limitado, “reduzindo drasticamente em 95%” o tráfego para o próprio site da entidade que dependia do engajamento dessas postagens, segundo os proprietários.

Checagem de conteúdo

Grupo antivacina processa Facebook por checar informações e fontes (Imagem: Karolina Grabowska/Pexels)

A iniciativa é um novo marco o movimento do Facebook para verificação, por enquanto, de parte dos conteúdos postados na rede social e por taxar, principalmente, a pseudociência — tudo aquilo que não tem comprovação científica e que pode levar a situações extremas — com um alerta para os usuários.

Além de postagens antivacinação, a página divulga também posts sobre a COVID-19, doença que já matou mais de 170 mil norte-americanos desde o início da pandemia. Recentemente, um estudo revelou que cerca de 800 pessoas morreram por acreditar em informações falsas sobre a COVID-19 e que 5.876 foram hospitalizadas por causa desses compartilhamentos.

A tentativa de impedir a checagem de informações, como procura fazer judicialmente essa organização, acompanha outras iniciativas que visam impedir também o Twitter e o Google de moderarem conteúdos postados, alegando censura.

Fonte: The Verge  e Children's Health Defense  

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