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Internações por infarto agudo do miocárdio aumentaram 158% no Brasil

Por| Editado por Luciana Zaramela | 10 de Julho de 2023 às 11h20

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Madi7779/Envato
Madi7779/Envato

Entre 2008 e 2022, o número de internações por infarto agudo do miocárdio — também chamado de enfarte ou ataque cardíaco — teve um aumento significativo no Brasil: entre os homens, a média passou de 5.282 para 13.645 (uma alta de 158%). Já entre as mulheres, a média foi de 1.930 para 4.973 (o que significa um aumento de 157%). As informações vêm do Instituto Nacional de Cardiologia (INC).

Para chegar a esses números, o Instituto buscou dados do Sistema de Internação Hospitalar do Datasus, do próprio Ministério da Saúde. Na prática, o banco de dados contempla todos os pacientes brasileiros que usam os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), nos hospitais públicos ou nos privados que têm convênios, o que diz respeito a quase 75% de todos os pacientes brasileiros.

Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, no que diz respeito ao infarto do miocárdio, é necessário ter um alerta maior para populações mais idosas e para as pessoas com obesidade. Vale se atentar, ainda, ao fato de que o frio eleva as chances da condição.

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Para se ter um parâmetro, o INC aponta que em 2022, o número de infartos no inverno foi 27,8% maior em mulheres e 27,4% maior em homens, em comparação com o verão. A teoria por trás dessa informação é que o frio leva à contração dos vasos sanguíneos.

Infarto agudo do miocárdio

Segundo o Ministério da Saúde, o infarto agudo do miocárdio é a maior causa de mortes no país. A Pasta estima que, no Brasil, ocorram de 300 mil a 400 mil casos anuais de infarto e que a cada 5 a 7 casos, ocorra uma morte. O atendimento de urgência, nos primeiros minutos, é fundamental para aumentar as chances de salvar o paciente.

O infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco é o resultado da morte de células do músculo do coração devido a formação de coágulos que interrompem o fluxo sanguíneo de forma súbita e intensa. Pode ocorrer em diversas partes do coração, dependendo da área obstruída.

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Dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, braço direito. Essa dor costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre o tórax, provocando suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio.

Em idosos, o principal sintoma do infarto agudo do miocárdio pode ser a falta de ar. No entanto, aqui vai um alerta: nos diabéticos e idosos, o infarto também pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito.

O que a ciência sabe sobre infarto

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No último mês de junho, em um estudo publicado no periódico Journal of the American College of Cardiology, cientistas descreveram um novo método capaz de prever se alguém vai ter um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC). A equipe identificou uma enzima com potencial para atuar como um marcador que identifica esses riscos, devido à ruptura da placa aterosclerótica.

No ano passado, outros estudos permitiram descobrir que reduzir 1 grama de sal por dia ajuda a evitar mortes por infarto. Anteriormente, pesquisas também sugeriram que quem já sofreu um AVC tem mais chances de ter um infarto agudo do miocárdio.

Fonte: Agência Brasil, Ministério da Saúde