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Eis o que acontece com o pulmão de quem fumou por 20 anos

Por| Editado por Luciana Zaramela | 28 de Abril de 2024 às 12h30

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Robina Weermeijer/Unsplash/Lukas Bieri/Pixabay
Robina Weermeijer/Unsplash/Lukas Bieri/Pixabay

Já imaginou o que acontece com o pulmão de uma pessoa que fuma um maço de cigarro por dia durante 20 anos? De modo geral, o órgão do fumante fica mais escuro, perdendo a cor rosa e a vivacidade. Além disso, o funcionamento do pulmão é prejudicado, apresentando maior dificuldade em inflar e desinflar. Todas essas mudanças não são apenas visuais e podem causar complicações relacionadas à saúde.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 8 milhões de pessoas morrem em consequência do uso de tabaco no mundo. Desse total de mortes, mais de 7 milhões estão diretamente relacionados com o fumo, enquanto 1,2 milhão morrem por causa do fumo passivo — estas não acenderam um único cigarro.

Entender como o órgão fica após a exposição contínua à fumaça e aos produtos químicos envolvidos na queima, como o alcatrão, é uma forma de conscientizar sobre os riscos à saúde.

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Como é o pulmão de fumante? 

Para conscientizar sobre o impacto do fumo, os pesquisadores do MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas (Estados Unidos), compararam o funcionamento e a fisionomia de um pulmão saudável com o de um fumante “convicto” — uma pessoa que fumou 20 cigarros por dia ao longo de 20 anos —, em uma demonstração.

Os dois pulmões foram conectados a um sistema que simula o processo de respiração, como se eles estivessem novamente funcionando, dentro do corpo de uma pessoa.

Pulmão saudável x Pulmão de fumante

“Os pulmões saudáveis estão sendo inflados com ar exatamente como ocorre quando respiramos”, explica O'Neak Henigan, educadora na área de saúde comunitária, mestre em psicologia e especialista em tratamentos para dependência do tabaco, em vídeo.

Conforme o órgão se expande, o pulmão vai se “enchendo” de ar, o que empurra o oxigênio para a corrente sanguínea. Especificamente, o oxigênio é absorvido a partir dos alvéolos pulmonares, que são sacos parecidos com balões. São cerca de 600 milhões de alvéolos, todos recobertos por vasos sanguíneos bem finos.

Ao olhar para o pulmão escuro do fumante, é fácil perceber que algo está errado. A cor escurecida é, principalmente, provocada pelo alcatrão, que é uma substância preta e pegajosa, liberada pela queima (e reação) dos produtos químicos do cigarro.

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O excesso de alcatrão no pulmão, segundo Henigan, “pode causar problemas pulmonares e até dificultar a respiração”. Isso ocorre porque o órgão fica excessivamente inflamado e pode ser parcialmente obstruído. Essa mistura de produtos químicos e novos compostos gerados pela combustão também aumentam o risco de câncer de pulmão, um dos cânceres mais comuns no mundo. Inclusive, no modelo apresentado, uma protuberância específica indica o princípio da doença.

Outro problema do fumo é que partes do pulmão podem perder, de forma gradual, a capacidade de inflar e endurecem, como é possível ver no experimento. Nesses casos, o paciente deve apresentar Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e enfisema. “As pessoas com esses quadros têm dificuldade para respirar e apresentam limitações em atividades simples, como caminhar”, pontua Henigan. A seguir, veja a demonstração, em inglês:

Como parar de fumar?

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Com tantos riscos associados ao cigarro, muitas pessoas buscam formas de largar o vício. Para Maher Karam Hage, diretora médica do tratamento para dependentes em tabaco da instituição norte-americana, “a melhor maneira é recorrer a uma combinação de medicação e aconselhamento [psicológico]”. 

"Ambos ajudam [quem quer parar de fumar], mas você dobra suas chances usando os dois juntos em comparação com apenas um deles", explica Hage. Além disso, alguns truques são importantes, como técnicas de respiração profunda em momentos de crise e reconhecimento de gatilhos — neste caso, para evitá-los.

Benefícios de largar os cigarros

Como aponta a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), os benefícios de quem para de fumar são inúmeros. Após as 12 primeiras semanas sem cigarros, já é possível observar a melhora da circulação e da função pulmonar. 

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Variando entre um mês e nove meses, os ex-fumantes tendem a sentir o alívio da tosse e da falta de ar. Em cinco a 15 anos, o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame, é reduzido a um nível próximo dos não fumantes. Além disso, o risco de morte por câncer e de outras doenças cardíacas caem significativamente.

Fonte: MD Anderson Cancer Center, OMS e OPAS