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Descobrimos como mãos e pés crescem na gestação — e você pode ver em vídeo!

Por| Editado por Luciana Zaramela | 07 de Dezembro de 2023 às 21h18

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Zhang et al./Nature
Zhang et al./Nature

Embora nossas mãos e pés sejam elementos importantíssimos do corpo, nos permitindo andar, manipular objetos e também usar o tato, a ciência sabe pouco sobre o seu desenvolvimento quando somos apenas fetos. Em um novo estudo, no entanto, foram desvendados alguns dos mistérios da geração dos nossos membros — com vídeos para acompanhar, permitindo vermos o processo em primeira mão.

O trabalho é parte do Atlas das Células Humanas, um esforço internacional para criar mapas de referência de todos os tipos celulares do corpo humano. São usadas tecnologias espaciais e de células únicas, permitindo preencher as lacunas sobre o conhecimento científico acerca do desenvolvimento das nossas extremidades.

Como são feitos nossos membros?

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Com o estudo, que conseguiu atingir a resolução de até uma célula no espaço e tempo, descobriu-se o papel de genes-chave no desenvolvimento de mãos e pés, como os MSC e PITX1, que podem regular as células-tronco musculares. Entre os benefícios desse conhecimento, estão possíveis tratamentos para doenças ou ferimentos musculares, por exemplo.

Os membros humanos vêm de aglomerados de células nas laterais do tronco, que, no início do seu desenvolvimento, não possuem formato ou função. Na oitava semana de gestação, no entanto, eles já começam a lembrar braços e pernas, tendo complexidade anatômica, mas o que acontece nesse meio-tempo era misterioso. Já conseguimos estudar esse período a fundo em camundongos e pintinhos, mas, em humanos, essa análise é mais complicada.

Com o Atlas das Células Humanas, foi possível analisar o período entre a quinta e nona semana de desenvolvimento, mostrando os genes envolvidos no processo e marcando os tecidos para descobrir como cada população celular age na formação dos membros. Com isso, também foi possível descobrir quais genes, quando prejudicados, estão associados a síndromes como polissindactilia (dedos extras) e braquidactilia (dedos mais curtos do que o normal).

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Inesperadamente, os cientistas também descobriram que os dedos não crescem vindas do tronco da mão, mas sim colapsam sobre si mesmos a partir de um broto original maior. O processo é regulado e complexo, segundo os pesquisadores, que publicaram os resultados no periódico científico Nature.

Fonte: Nature