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Cresce o número de casos de câncer de intestino no Brasil

Por| Editado por Luciana Zaramela | 16 de Janeiro de 2023 às 10h04

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Julost/Envato
Julost/Envato

O câncer de intestino, também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, é um dos tipos mais comuns de câncer no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Infelizmente, nos últimos anos, este tipo de tumor está se tornando ainda mais comum e prevalente na população brasileira.

Câncer de intestino, por definição, é o diagnóstico dado a qualquer tumor que se inicie na região do intestino grosso (cólon), do reto (final do intestino) ou do ânus. Normalmente, surgem a partir do crescimento de lesões benignas, conhecidas como pólipos — quando identificadas, devem ser acompanhadas regularmente. Em caso de diagnóstico precoce, a chance de cura é alta.

Vale lembrar que, nos últimos meses, diversas celebridades anunciaram casos de câncer de intestino, como as cantoras Preta Gil, de 48 anos, e Simony, de 46, além dos ex-jogadores de futebol, Pelé e Roberto Dinamite, que faleceram em decorrência da doença. Embora tenham ganhado destaque na mídia, outros milhares de pacientes anônimos foram diagnosticados no mesmo período.

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Diagnósticos de câncer de intestino estão aumentando no Brasil?

De acordo com levantamento do Inca, o câncer de intestino é o quarto tipo mais comum entre os brasileiros. No ranking nacional, o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama feminina e o câncer de próstata configuram, respectivamente, as três primeiras posições.

Em 2022, foram estimados 45,6 mil novos casos do câncer de intestino no Brasil, sendo 21,9 mil em homens e 23,6 mil em mulheres. Neste período, foram contabilizados 20,2 mil mortes em decorrência do tumor, sendo 9,8 mil em homens e 10,3 mil em mulheres.

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Sobre o aumento de casos deste tipo de tumor, o Inca destaca que o câncer de intestino se tornou mais incidente apenas nos últimos anos na população brasileira. Até então, os tumores de pulmão e de colo de útero eram mais prevalentes entre os brasileiros.

Por que há aumento nos casos de câncer de intestino?

No caso do câncer de cólon e reto, os hábitos e estilo de vida do indivíduo têm bastante influência no aumento de risco. Por exemplo, adotar uma alimentação saudável — rica em fibras —, praticar atividades físicas regularmente, não beber em excesso e nem fumar ajudam a prevenir (e muito) esta doença, informa o Inca. Além disso, o risco aumenta naturalmente após os 50 anos.

Pensando na questão alimentar, "o principal vilão é o grupo dos alimentos ultraprocessados. Esses alimentos predispõem o sobrepeso e a obesidade, estando diretamente associados a um aumento do risco de câncer colorretal”, afirma a médica endoscopista Crislei Casamali, em artigo para o Ministério da Saúde. Excesso de carnes vermelhas também contribui com o problema.

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Entre os alimentos associados ao aumento do risco, o Inca destaca as carnes processadas:

  • Salsicha;
  • Mortadela;
  • Linguiça;
  • Presunto;
  • Bacon;
  • Peito de peru;
  • Salame.

O que pode diminuir o risco de câncer?

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Por outro lado, a alimentação saudável pode ser adotada como um fator de proteção contra o câncer de intestino. Isso significa que a pessoa deve incluir, na sua rotina, o consumo de frutas, legumes, verduras, cereais e oleaginosas. Basicamente, o indivíduo deve descascar mais e desembalar menos. Para a médica Casamali, incluir peixes na dieta — de uma a duas vezes na semana — é bastante vantajoso, já que o alimento é rico em Ômega 3.

Inclusive, este tipo de alimentação saudável é recomendado para quem foi diagnosticado com o câncer. “Existem tratamentos diversos para o momento de cada paciente, porém, em geral, são recomendados esses mesmos grupos de alimentos, pois eles têm impacto direto no prognóstico e na cura do paciente”, completa.

Em caso de suspeitas de câncer de intestino, sangue nas fezes ou dúvidas sobre a doença, um médico deve ser consultado. O diagnóstico da doença e o tratamento oncológico adequado são individuais.

Fonte: Inca e Ministério da Saúde