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Casos de câncer devem crescer 12% no Brasil em 2023; veja tipos mais comuns

Por| Editado por Luciana Zaramela | 15 de Dezembro de 2022 às 10h12

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Bialasiewicz/Envato
Bialasiewicz/Envato

Para cada ano entre 2023 a 2025, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que devem ser registrados 704 mil novos casos de câncer no Brasil. A previsão representa um crescimento de 12% em relação ao último triênio (2020-2022), no qual a média anual de novos diagnósticos oncológicos era de 625 mil.

Por trás do aumento de casos de câncer na população brasileira, está a maior longevidade — tumores tendem a surgir com maior frequência em pessoas mais velhas. A pandemia da covid-19 também tem a sua parcela de culpa por atrasar os novos diagnósticos. Por exemplo, na Europa, pesquisadores alertam para o risco de uma epidemia da doença.

Independente de quais fatores estão associados com a maior incidência do câncer no Brasil, os dados calculados pelo Inca são de extrema importância para a organização das políticas públicas.

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As estatísticas ajudam a "montar as estratégias governamentais e de assistência médica para a prevenção e tratamento adequados aos pacientes, além de dimensionar os recursos para o atendimento da população brasileira”, explica o médico Wesley Pereira Andrade, mestre em oncologia e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (Smco).

Tipos de câncer mais comuns no Brasil em 2023

Para os próximos três anos, o Inca estima que estes serão os 6 tipos mais comuns de tumores malignos entre os brasileiros, em ordem decrescente:

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  1. Câncer de pele não melanoma: representa 31,3% do total de casos;
  2. Câncer de mama feminina: representa 10,5%;
  3. Câncer de próstata: representa 10,2%;
  4. Câncer de cólon e reto (intestino): representa 6,5%;
  5. Câncer de pulmão: representa 4,6%;
  6. Câncer de estômago: representa 3,1%.

Entre as estatísticas, Andrade ressalta a situação do câncer de mama no país. “O câncer de mama tinha sua incidência estimada em 66 mil novos casos para 2020. Já para 2023 as estimativas atuais demonstram um número na casa de 73 mil novos casos, aumento de 12%”, comenta. Aqui, vale reforçar que, quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor será a perspectiva de cura.

Fonte: Com informações: Inca (1) e (2)