Cientistas das vacinas de mRNA ganham prêmio milionário de Zuckerberg

Cientistas das vacinas de mRNA ganham prêmio milionário de Zuckerberg

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 09 de Setembro de 2021 às 12h40
Felipecaparros/Envato Elements

Responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia inédita das vacinas de mRNA (RNA mensageiro) contra a COVID-19, os cientistas Drew Weissman e Katalin Karikó acabaram de receber o prêmio milionário do 2022 Breakthrough Prize, na categoria ciências da vida. Como recompensa pelo feito que proporcionou imunizantes para milhões de pessoas, a dupla de pesquisadores ganhou US$ 3 milhões (cerca de 15,8 milhões de reais).

Vale explicar que o Breakthrough Prize é considerado um dos maiores prêmios do mundo para pesquisadores das áreas de ciência da vida, matemática e física. Fundada em 2013, a premiação tem selecionado expoentes da tecnologia e as recompensas monetárias são concedidas pelos fundadores da iniciativa. São eles: Priscilla Chan e Mark Zuckerberg; Sergey Brin; Yuri e Julia Milner; e Anne Wojcicki.

Pesquisadores da vacina de mRNA contra a COVID-19 ganham prêmio milionário (Imagem: Reprodução/Universidade da Pensilvânia/ Penn Medicine News)

Quanto à dupla de cientistas vencedores deste ano, Drew Weissman e Katalin Karikó são pesquisadores e professores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Além disso, Karikó é a vice-presidente sênior da BioNTech.

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Histórico da pesquisa por vacinas de mRNA

Para chegar nas fórmulas da vacina da Pfizer/BioNTech e da Moderna contra o coronavírus SARS-CoV-2, um longo caminho foi percorrido pela dupla de pesquisadores. Weissman e Karikó se uniram há mais de 20 anos para investigar o mRNA como um potencial terapêutico de imunizantes.

Em 2005, a dupla começou a publicar pesquisas que demonstravam como o mRNA poderia ser alterado, de forma segura e mais eficaz, e ser usado para fins terapêuticos. Inclusive, desenvolveram uma estratégia eficaz que permite que o mRNA seja entregue ao corpo para atingir o alvo adequado.

Antes dessa descoberta, as potenciais vacinas de mRNA desenvolvidas para prevenir doenças infecciosas não estimulavam significativamente respostas do sistema imunológico, ou seja, não desencadeavam a proteção esperada. Dessa forma, a maioria dos estudos parava nos testes em modelos animais e não costumam chegar os testes clínicos (com humanos),

Com a chegada da pandemia da COVID-19, a tecnologia já estava bastante aperfeiçoada e foi possível adaptá-la para sensibilizar o corpo humano contra o coronavírus SARS-CoV-2. Hoje, tanto as vacinas da Pfizer/BioNTech quanto as da Moderna usam tecnologia licenciada da Universidade da Pensilvânia e dos pesquisadores.

"Convencidos da promessa de terapias de mRNA, apesar do ceticismo generalizado, eles criaram uma tecnologia que não é apenas vital na luta contra o coronavírus hoje, mas é uma grande promessa para futuras vacinas e tratamentos para uma ampla gama de doenças, incluindo HIV, câncer, doenças autoimunes e doenças genéticas", escreveu a Breakthrough Foundation, em comunicado.

Fonte: Live Science e Penn Today   

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