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Cérebro de porco é mantido vivo por cinco horas fora do corpo

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  |  • 

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Pixabay/Pexels
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Ao manter um cérebro de porco em pleno funcionamento durante cinco horas fora do corpo, a equipe de cientistas do UT Southwestern Medical Center (EUA) conseguiu dar mais um passo rumo ao objetivo de estudar o cérebro sem a influência de outras funções corporais. Tudo isso foi possível por meio de uma máquina que usa uma bomba artificial para cuidar do suprimento de sangue. 

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De acordo com as informações descritas na revista científica Scientific Reports, os pesquisadores cuidaram para que a máquina pudesse ajustar a composição do sangue e o seu fluxo para uma série de variáveis, incluindo pressão arterial, volume, temperatura, oxigenação e nutrientes.

A metodologia envolveu separar a cabeça do porco de seu corpo. Assim, os cientistas conseguiram conectá-la ao dispositivo, de forma que monitorassem os parâmetros de atividade cerebral. Os relatos apontam pouca ou nenhuma mudança na atividade cerebral e outras medições durante até cinco horas em que o cérebro foi isolado do resto do corpo.

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"Nosso objetivo principal foi preservar a função cerebral para alcançar o isolamento circulatório da maior parte do resto do corpo de forma totalmente controlável. A função cerebral foi medida sob interferência mínima de anestesia", alega o estudo.

Cérebro fora do corpo

Por que manter o cérebro isolado? Sob o ponto de vista dos próprios especialistas envolvidos, o método abre portas para pesquisas que se concentram no cérebro independente do corpo. Dessa forma, no futuro, esse tipo de estudo poderia ajudar a responder a questões fisiológicas de uma forma que nunca foi feita.

Os pesquisadores também demonstraram interesse ​​em utilizar esse dispositivo como um sistema de circulação extracorpórea.

Sistema de circulação extracorpórea

Conforme diz o estudo, os dispositivos de circulação extracorpórea reproduzem algumas funções do coração e dos pulmões, fornecendo um fluxo contínuo de sangue oxigenado por todo o corpo.

"Em contraste, o novo dispositivo fornece sangue através de um fluxo pulsante, muito semelhante ao coração humano, uma diferença que pode prevenir efeitos secundários relacionados com o cérebro, por vezes causados por máquinas de circulação extracorpórea", conclui a pesquisa.

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Assim, o cérebro de porco pode pavimentar o caminho para que cientistas consigam desvendar mais sobre esse órgão que ainda tem muito a revelar.