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Corações de porco transplantados em quem teve morte cerebral dão certo em testes

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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byrdyak/envato
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Na última terça-feira (12), médicos da New York University (NYU) anunciaram a realização de testes de transplante de coração de porco em pacientes com morte cerebral. Trata-se de um passo a mais na busca por uma alternativa para resolver a escassez no banco de órgãos.

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Pode parecer estranho, mas os transplantes nos pacientes com morte cerebral foram um "sucesso". Isso quer dizer que os corações funcionaram normalmente, sem sinais de rejeição durante o acompanhamento, que durou três dias. Acontece que os órgãos dos porcos são naturalmente rejeitados pelo corpo humano, por isso precisam passar por uma modificação genética.

A NYU adquiriu os corações de porcos projetados por uma empresa chamada Revivicor Inc. e os examinou em busca de vírus, usando um protocolo de monitoramento aprimorado. Os corações não mostraram evidências de um vírus suíno chamado citomegalovírus, que é a principal preocupação durante esse procedimento.

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Na prática, os porcos tiveram quatro modificações genéticas para evitar essa rejeição do organismo, além do crescimento anormal de órgãos. Outras seis modificações também foram aplicadas para ajudar a prevenir possíveis incompatibilidades.

"Nosso objetivo é integrar as práticas usadas em um transplante cardíaco típico e cotidiano, apenas com um órgão não humano que funcionará normalmente sem ajuda adicional de dispositivos ou medicamentos não testados", afirmam os pesquisadores.

Não é a primeira vez que a ciência aposta em transplantes utilizando órgãos de porco: em outubro, uma equipe da própria NYU conseguiu transplantar um rim de porco em um paciente humano com sucesso. Para realizar esse procedimento, os cirurgiões anexaram o rim a um par de vasos sanguíneos fora do corpo de uma pessoa que teve morte cerebral.

Já neste ano, aconteceu o primeiro transplante de coração de porco do mundo. A operação durou sete horas e foi considerada como êxito, mas o paciente (que tinha uma doença cardíaca terminal) acabou morrendo alguns meses depois.

Fonte: Reuters