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Calor e exposição aos raios UV aumentam risco de câncer de pele

Por| Editado por Luciana Zaramela | 16 de Novembro de 2023 às 11h11

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Ilovehz/Freepik
Ilovehz/Freepik

Na maioria das vezes, as ondas de calor coincidem com o tempo mais seco e a ausência de nuvens no céu, o que aumenta a incidência de raios solares ultravioletas (UV) na região afetada. Quando isso acontece, é possível afirmar que estão associadas a um risco maior de câncer de pele para as pessoas expostas.

O risco de câncer de pele aumenta com a exposição aos raios UV, em especial, para a população que está sob o Sol de forma desprotegida — sem protetor solar, bonés e outras proteções —, durante os episódios de intenso calor. A situação se torna mais crítica se for recorrente.

Diferença entre os cânceres de pele

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Aqui, é importante destacar que câncer de pele é uma expressão guarda-chuva para diferentes tipos de cânceres observados na pele. Por exemplo, o câncer de pele melanoma — a forma mais grave — se origina nos melanócitos, ou seja, as células produtoras de melanina, que determinam a cor da pele do indivíduo.

Além desse tipo, há o câncer não melanoma, um termo que engloba aqueles tipos de cânceres que não afetam as células produtoras de melanina. Nessa classificação, são considerados: o carcinoma basocelular (células basais) e o carcinoma epidermoide (células escamosas), por exemplo.

Olhando para os dados brasileiros relacionados ao câncer, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no país. Este tipo “corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados” nacionalmente, informa. No entanto, “apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente”.

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Câncer de pele e o Sol

Tanto para o câncer de pele melanoma quanto para o câncer de pele não-melanoma, o INCA afirma que "a exposição cumulativa aos raios ultravioletas", principalmente os emitidos pelo Sol, é um dos fatores de risco. Esta probabilidade aumentada também é indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Inclusive, “os cânceres de pele não melanoma são mais frequentes em partes do corpo comumente expostas ao sol, como orelhas, rosto, pescoço e antebraços”, explica a OMS, confirmando que “a exposição repetida e prolongada à radiação UV é um fator causal importante”.

O mesmo risco é válido para o câncer melanoma. “A incidência de melanoma maligno em populações brancas geralmente aumenta com a diminuição da latitude [e consequente maior exposição aos raios UV]”, complementa a OMS. Entre os exemplos, está a Austrália, “onde as taxas anuais [para este tipo de câncer] são 10 e mais de 20 vezes superiores que as taxas na Europa em mulheres e homens, respectivamente”.

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Embora o risco dos cânceres de pele sejam maiores em pessoas brancas e ainda mais em quem tem albinismo, a doença pode afetar a todos, independente do nível de melanina.

Mudanças climáticas

Com as mudanças climáticas, as ondas de calor estão mais recorrentes e a exposição aos raios UV está aumentando significativamente. Coincidentemente, “desde meados do século XX, as taxas de incidência de câncer da pele aumentaram a um ritmo alarmante em todo o mundo”, afirma artigo publicado na revista científica International Journal of Women's Dermatology.

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“Fortes evidências circunstanciais apoiam a hipótese de que fatores relacionados às mudanças climáticas, incluindo a destruição da camada de ozônio, o aquecimento global e a poluição do ar, provavelmente contribuíram para o aumento da incidência de tumores cutâneos malignos em todo o mundo e continuarão a impor um impacto negativo na influência da incidência de câncer de pele para muitas décadas por vir”, pontua.

Esta é apenas mais uma das evidências de como as alterações climáticas estão afetando negativamente a saúde humana e poderão impactar ainda mais nos próximos anos, se medidas de contenção não forem adotadas.

Fonte: International Journal of Women's DermatologyINCA e OMS