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YouTube Shorts ultrapassa 50 bilhões de visualizações diárias

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 06 de Fevereiro de 2023 às 08h57

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Divulgação/YouTube
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O Google anunciou que a plataforma de vídeos curtos YouTube Shorts ultrapassou a barreira das 50 bilhões de visualizações diárias. Isso significa um crescimento importante em menos de um ano, já que primeiro trimestre de 2022 esse índice estava em cerca de 30 bilhões.

O anúncio foi feito pelo CEO da Alphabet (empresa dona do Google) Sundar Pichai, na quinta-feira (2), durante uma teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre da companhia. O YouTube gerou pouco menos de US$ 8 bilhões em receita, um tanto abaixo dos US$ 8,6 bilhões no mesmo período do ano passado.

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Embora os números sejam positivos, a quantidade ainda está atrás da dupla Instagram e Facebook. Juntas, as plataformas da Meta obtiveram 140 bilhões de visualizações diárias em outubro do ano passado. A métrica considera as duas redes sociais porque ambas compartilham o formato Reels, destinado aos vídeos curtos.

No ano passado, o YouTube comemorava a marca de 1,5 bilhão de usuários ativos mensais. Isto poderia ser um total muito próximo ao TikTok, que possuía 1 bilhão de usuários em 2021 — este total deve ter crescido bastante no ano passado. Já o Instagram alcançou a marca de 2 bilhões de usuários em outubro de 2022.

Crescimento do Shorts pode se intensificar

O Shorts pode ter um salto ainda maior com o início da monetização dos seus conteúdos, desde 1º de fevereiro. Muitos criadores ainda não estavam usando o formato porque ele não remunerava, então acabava sendo um esforço extra em vão. Agora, é provável que a mudança gere uma renda extra para o YouTube, já que passaria a atrair mais empresas e investidores.

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Para uma plataforma precursora dos vídeos longos, ter um tráfego intenso nos vídeos curtos demonstra domínio do segmento audiovisual. O YouTube aposta forte nos Shorts e conta com sua base de usuários como trunfo. Em novembro do ano passado, começou a testar link de produtos em vídeos e venda direta pela plataforma.

O formato já é acessível pelo navegador, nos celulares, nos videogames e até nos televisores inteligentes, como uma guia no app do YouTube. A medida seguiu o ritmo imposto pelo TikTok, que também apostou em um aplicativo para TVs para levar os conteúdos a novos públicos.

Resta saber agora como será o futuro do Shorts daqui para frente. O Google não costuma abrir mão dos seus sucessos garantidos para investir tudo em outras áreas, como fez a Meta com o Reels no Instagram, portanto dá para imaginar um crescimento do Shorts vinculado à plataforma original do YouTube.