WhatsApp, Instagram e Facebook voltam a funcionar após passarem o dia fora do ar

WhatsApp, Instagram e Facebook voltam a funcionar após passarem o dia fora do ar

Por Renato Santino | 04 de Outubro de 2021 às 12h59
Imagem: M. H./Pixabay

[ATUALIZAÇÃO - 19h40] WhatsApp, Instagram e Facebook conseguiram restabelecer serviços após um dia inteiro fora do ar. A empresa publicou em seu Twitter oficial um pedido de desculpas pelo longo período fora do ar.

Para a enorme comunidade de pessoas e empresas ao redor do mundo que dependem de nós: pedimos desculpas. Trabalhamos duro para restaurar acesso aos nossos aplicativos e estamos felizes em avisar que eles estão retornando ao ar agora. Obrigado por aguentar conosco"

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A notícia original segue abaixo.

Os serviços do Facebook, incluindo a rede social homônima, o Instagram e o WhatsApp apresentaram falha no início da tarde desta segunda-feira (4) e ficaram inacessíveis para vários usuários ao redor do mundo. Devido à instabilidade, usuários foram incapazes de utilizar os serviços e se depararam com mensagens de erro.

O site Down Detector, que reconhece os momentos em que essas falhas acontecem graças ao forte fluxo de usuários pesquisando se um serviço está fora do ar, confirma a instabilidade. O pico de reclamações acontece a partir das 12h30 no horário de Brasília. Apenas por volta das 18h30 os serviços começaram a ser restabelecidos.

Reclamações tiveram pico por volta das 12h30, mas se mantiveram ao longo de toda a tarde (Imagem: Captura de Tela/Renato Santino/Canaltech)

Uma pesquisa rápida no Twitter mostra que o problema foi generalizado, com vários usuários reclamando que todos os serviços do Facebook caíram de uma só vez. O bug afeta usuários no mundo inteiro, o que pode ser verificado pela diversidade de idiomas utilizadas para se queixar da instabilidade.

Empresa confirma falha e se desculpa

Pelo Twitter, o WhatsApp, o Facebook e o Instagram reconheceram o problema e disseram que já estão trabalhando para retomar o funcionamento normal dos serviços:

Também pelo Twitter, Mike Schroepfer, diretor de tecnologia do Facebook, publicou um pedido de desculpas aos usuários impactados pelo apagão nos produtos da empresa. "Sinceras desculpas a todo mundo afetado pelos apagões nos serviços que dependem do Facebook no momento. Estamos enfrentando problemas de rede e equipes estão trabalhando o mais rápido possível para corrigir e restaurar tudo o mais rápido possível", afirmou.

O que aconteceu?

Até o momento não há uma explicação oficial. Como reporta o jornalista especializado em segurança Brian Krebs, o problema parece residir em um sistema chamado Border Gateway Protocol (BGP). Esse protocolo permite que provedores de internet compartilhem informações para determinar quais provedores roteiam o tráfego web para diferentes endereços de internet.

Alguém no Facebook parece ter feito uma alteração indevida no BGP da empresa, o que fez com que o “mapa virtual” necessário para que alguém chegue até os serviços da empresa fosse “queimado”. O resultado é que ao digitar “facebook.com”, os provedores não fazem a menor ideia de para onde levar o usuário; isso vale também para os apps que tentam se conectar com os serviços da empresa.

A informação também é reforçada por Dane Kecht, vice-presidente da Cloudflare, gigante da infraestrutura de redes, que afirma que as rotas BGP do Facebook parecem ter sido removidas da internet.

Sistemas internos do Facebook pifaram junto

Os relatos do dia no Facebook foram caóticos. Não foram apenas os usuários que tiveram dificuldades em acessar os serviços da empresa; os próprios funcionários foram afetados e ficaram incapazes de utilizar as ferramentas internas, o que não ajuda nem um pouco a solucionar um problema dessa escala.

Sem as ferramentas de comunicação normalmente usadas pelos engenheiros, foi necessário improvisar e recorrer a ferramentas como o Discord e o Outlook em vez da versão interna da rede social que normalmente seria utilizada.

Para piorar a situação, alguns dos funcionários sequer conseguiam usar seus crachás para abrir as portas e acessar algumas salas da empresa, já que o acesso também seria validado pela rede indisponível.

Fonte: Brian Krebs, The Verge

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