Twitter cogitou comprar o Clubhouse por US$ 4 bilhões, diz site

Por Igor Almenara | 08 de Abril de 2021 às 11h06
unsplash / William Krause
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Nos últimos meses, o Twitter esteve em negociações diretas para adquirir o Clubhouse, informou o Bloomberg. Fontes consultadas pela publicação alegam que as companhias chegaram a discutir valores — que chegavam a US$ 4 bilhões —, mas interromperam o processo por alguma razão misteriosa.

Naturalmente, nenhuma delas se manifestou sobre o rumor. Segundo o site, a virada nas negociações foi o que motivou o Clubhouse a procurar por alternativas para levantar fundos, já na expectativa de receber US$ 4 bilhões a partir de investidores não identificados.

A ascensão meteórica do Clubhouse rendeu frutos bastante lucrativos para a Alpha Exploration, sua detentora. Em cerca de um ano, o app foi do anonimato para os milhões de downloads em todo o mundo, mesmo com a distribuição limitada aos usuários de iOS. Agora, a companhia encara a adoção da sua ferramenta principal, as salas de áudio, em concorrentes de peso.

Entre eles, está o próprio Twitter, com o Spaces. O produto da rede social cresceu rapidamente e levou meses para chegar em boa parte dos celulares (Android, inclusive). O mesmo aconteceu com Telegram, Discord, Mi Talk (da Xiaomi) e o mais recente, o Hotline, do Facebook. Uma movimentação esperada do mercado para abocanhar parte do sucesso do Clubhouse.

Por que deu errado?

É provável que a justificativa do Twitter sobre a suspensão das negociações nunca venha à tona. Esse tipo de informação costuma ser sigilosa, por serem relacionadas a valores estratégicos de uma companhia e sua disposição para competir nas tendências do setor.

Ainda assim, dá para palpitar algumas razões: o Twitter pode ter reconsiderado a compra ao avaliar o potencial no desenvolvimento de uma ferramenta própria, livre da influência do Clubhouse. Talvez, o investimento numa solução própria possa ter se mostrado mais eficiente, graças ao direito de interferência direta do comando da companhia, ou o valor de US$ 4 bilhões teria espantado o interesse da gigante.

Atualmente, Jack Dorsey continua com planos para o Spaces. O CEO pretende elevar o nível da plataforma integrada ao Twitter para gerar monetização, atrair público e diversificar o conteúdo. Essas discussões estariam em estágios iniciais, porém, e não há previsão para mais novidades por enquanto.

Futuro incerto

Apesar de aguardar um grande volume de investimentos, o Clubhouse encara a forte concorrência de redes sociais mais consagradas. A plataforma de salas de áudio precisará trabalhar constantemente para justificar o seu download diante das alternativas integradas o Twitter, Telegram e Discord, por exemplo — já presentes numa imensa quantidade de dispositivos e com a nova função de áudio distribuída apenas por uma atualização, sem precisar de um novo download.

Para isso, logicamente, o Clubhouse precisa abrir a carteira e impulsionar o desenvolvimento de novidades. Além disso, a sua distribuição limitada pode ser um problema, visto que as plataformas equivalentes estão disponíveis para o sistema operacional vizinho, enquanto a Alpha Exploration o deixou de fora.

Fonte: Bloomberg

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