Clubhouse: tudo sobre a rede social para conversas por voz

Por Guadalupe Carniel | 05 de Fevereiro de 2021 às 20h20
Imagem: William Krause/Unsplash
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Uma rede social em que você pode entrar apenas com convite? Não, não estamos falando do Orkut, mas do Clubhouse, uma rede somente para conversas por voz e que apenas convidados podem participar.

O app passou a ter picos de download depois que o Elon Musk falou que está na rede social. O Clubhouse foi lançado em abril de 2020 e foi desenvolvido por Rohan Seth, um ex-funcionário do Google, e por Paul Davison, empresário do Vale do Silício. Os primeiros a utilizarem o Clubhouse foram profissionais e gente ligada em tecnologia, inclusive do Vale do Silício. O aplicativo, que por enquanto está disponível apenas para usuários de iOS e iPadOS, já tem 600 mil pessoas. Se você ainda não tem um convite, pode entrar numa lista de espera depois de baixar e criar um domínio com o seu nome.

Como funciona o Clubhouse

Como dito, o Clubhouse funciona apenas por convites. Ao receber o seu e entrar, você terá dois convites disponíveis. Porém, você é responsável por quem você indica. Isto é, se a pessoa violar os termos de uso tanto ele quanto você, por tê-lo indicado, são banidos.

O aplicativo funciona como salas de bate papo, sendo temáticas, como música, palestras, assuntos diversos e podem ser filtradas de acordo com as preferências do usuário. Nelas, existem conteúdos abertos, ou seja, que qualquer pessoa pode ouvir o que está sendo dito naquele momento. Ou seja, você pode ouvir o que um famoso está falando e conversar com ele. Entre os famosos que fazem parte estão Oprah, Drake e Ashton Kutcher.Além disso, existem as salas privadas, para o usuário interagir apenas com amigos.

O aplicativo, apesar de ser restrito a convidados e usuários de iOS já possui 600 mil cadastrados (Imagem: Unsplash)

O que torna a experiência mais interessante é o fato de que não é possível gravar ou salvar as conversas. Mas, como tudo, tem os dois lados da moeda: o fato de não ter o conteúdo armazenado tem servido para rolarem denúncias de assédio e racismo. Em outubro, a Clubhouse publicou uma nota condenando racismo, discurso de ódio e abusos e que pretende criar diretrizes para que os moderadores possam bloquear ou denunciar salas que violem os termos do aplicativo.

Ao entrar no aplicativo, você escolhe um domínio e elenca suas preferências para o aplicativo personalizar sua experiência. Ele possui uma timeline com os chats que estão ocorrendo naquele momento; ainda é possível ver quais são as salas que estão programas.

O usuário pode interagir em dois modos: como ouvido e como “speaker” (ou orador); ao entrar numa sala como ouvinte e tiver vontade de falar, é necessário pedir para o moderador autorização, que funciona como no Zoom, apertando o botão “Raise Your Hand”.

Ao criar salas, elas podem ser: públicas, onde qualquer pessoa pode participar; sociais, só quem tiver autorização pode entrar e, privadas somente quem o moderador convidar pode participar.

O Clubhouse possui mais uma função parecida com o Orkut: “Clubs”, que seriam comunidades para reunir pessoas com interesses comuns. Mas o recurso é bem limitado, já que cada usuário pode criar apenas um club.

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