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Como a Marvel Comics previu o surgimento da IA maligna

Por| 26 de Junho de 2023 às 21h28

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A ideia de que um dia a inteligência artificial (IA) seria capaz de ter uma orientação maligna vem sendo motivo de preocupações ainda maiores este ano, principalmente por conta do salto de desenvolvimento que a IA generativa tem trazido, a partir de programas como o ChatGPT. Cientistas já identificaram isso em modelos anteriores, mas agora, com o progresso acelerado das máquinas, o conceito deixou de ser um futuro distante e tornou-se mais próximo da realidade. E você sabia que a Marvel Comics vem antecipando isso há bastante tempo nos gibis?

O Universo Marvel encontrou muitos vilões com origens na tragédia, na magia e, claro, na robótica. Mas seus vilões baseados em IA provaram ser os mais mortais de todos. Não importa a arena, terrestre ou cósmica, os inimigos nascidos da IA sempre foram ameaças incríveis para os heróis da Marvel. Agora, com os laços sendo feitos entre a IA do mundo real e o que foi estabelecido nos quadrinhos, é impossível ignorar o impacto que esses inimigos tiveram no universo Marvel.

Muita gente costuma achar que a mais popular obra de entretenimento que citou a possibilidade de um futuro com IA e robótica avançados poderia trazer problemas para a humanidade foram Exterminador do Futuro 1 e 2, em 1984 e 1991, respectivamente. Mas o próprio James Cameron admitiu que se inspirou na trama de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, do escritor Chris Claremont e desenhista John Byrne, publicada em 1981.

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Quando Bolivar Trask criou o Programa Sentinela, ele também introduziu o Molde Mestre, uma mente autossuficiente que criou o enorme exército Sentinela para atormentar os mutantes. E, mesmo depois disso, o Molde Mestre continuou a crescer e, por meio de suas muitas criações, acabou levando a um modelo de sentinela mais avançado, o Nimrod.

E na atual fase da Era Krakoana dos X-Men essa preocupação é ainda maior, já que o escritor Jonathan Hickman definiu que os verdadeiros inimigos dos Filhos do Átomo são a robótica e a IA maligna avançadas orientadas a exterminar os mutantes, a partir do próprio preconceito dos humanos.

Como a Marvel previu a IA e a robótica malignas com os Vingadores

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Lá nos anos 1960, a Marvel Comics já tinha introduzido inimigos como Loki e o Homem-Toupeira e seu exército subterrâneo, ambos vilões dos Vingadores e Quarteto Fantástico, respectivamente. Mas foi com a IA e a robótica malignas de Ultron, em 1968, que o patamar de vilania aumentou.

O vilão robótico criado por Hank Pym deveria ser uma ferramenta de pesquisa, mas, com o tempo, ficou mais inteligente e acabou por questionar a humanidade, vendo-se como um ser superior que tem a destruição como resposta para os problemas do mundo. Ultron mais tarde usou sua própria autonomia para criar o Visão, que começou também em 1968 como inimigo antes de se tornar membro dos Vingadores.

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Fora da Terra, os Kree desenvolveram uma IA conhecida como Inteligência Suprema, com sua primeira aparição nos quadrinhos em 1967. Nascida das mentes dos Kree mais inteligentes da época, essa criatura eventualmente progrediu por conta própria e se tornou uma corpo governante do Império Kree. Ela foi até mesmo adorada como uma divindade religiosa, com seu julgamento sendo atendido por mais de 1 milhão de anos.

Ainda que a tecnologia não esteja nem perto dos níveis de inteligência de Ultron, recentemente tem trazido preocupações fundamentadas em perigos reais que podem estar mais perto de se tornarem realidade. E a Marvel Comics continua refletindo isso em suas HQs, desde aquela época, até hoje, quando o assunto está mais atual ainda.

Fonte: CBR